Quando nasce um filho, nasce também um Pai (e uma Mãe) e quando nasce o segundo, o seu amor também se multiplica. Contudo, o tempo e a maturidade fazem-me entender o quão difícil se pode tornar o seu papel, encontrar o seu lugar e até encontrar a sua forma de agir. E no dia de hoje – Dia do Pai – nunca é demais falar sobre este assunto.

E, por vezes, o mais fácil pode ser tornar-se o amigo, o companheiro de brincadeiras, mas o seu papel deve ser acima de tudo o de ser Pai. E a partir daí, pode ser o Pai-amigo, o Pai-companheiro, o Pai-cuidador, etc… Porque os filhos precisam sentir a segurança, a confiança e a autoridade do Pai. E sim, eu sei que no início, as mães podem tentar (inconscientemente) manipular tudo, tentar controlar todas as variáveis e todas as situações, que deixam mil recados e, no final, o pai pode sentir-se confuso e com uma pressão enorme para não falhar.

Porém, se há coisa que aprendi é que somos melhores Mães e Pais quando tentamos, falhamos e voltamos a tentar até acertar. E que o trabalho de equipa é muito melhor e mais eficaz do que o trabalho de um só. E que dividir as tristezas e o cansaço permite gozar as alegrias com maior satisfação e entusiamo.

E como se isto não bastasse, há coisas que só os Pais sabem fazer. E no que toca aos filhos não existem papéis principais e papéis secundários. Os Pais podem não se dar conta, mas o tal brilho de que falam quando os filhos olham para as mães, ele também existe quando o pai chega a casa, quando o pai os agarra ao colo, quando cuida deles, quando está presente nos eventos da escola, quando chega a casa a tempo de dar banho… O brilho existe quando o Pai está presente e é Pai, porque o seu lugar é único e insubstituível.

O Pai dos meus filhos teve uma Super-Mãe que foi Mãe e Pai praticamente toda a sua vida. Acredito que estas situações possam causar alguma insegurança quando, mais tarde, o filho se torna Pai. Acredito que se caia na tentação de procurar um modelo que não se teve e que a alternativa seja talvez, delegar com medo de errar. Mas a parte boa é que…

quando nasce um filho nasce também um Pai e pode nascer um Pai totalmente do zero, sem referências ou padrões. E que isso poderá até ser muito bom! Nasce um pai que pode ser o que ele quiser para os seus filhos e que, acima de tudo, confie que ele é capaz.

E foi um pouco por tudo isto que neste dia do Pai, eu lhe propus um desafio. Pedi-lhe que mostrasse ao Vicente e à Laura alguns dos locais mais marcantes da sua infância. E, no fundo, dar mais um pretexto para que juntos, os três, fortalecessem ainda mais a sua cumplicidade e que o regresso às origens junto dos filhos contribuísse para reforçar a sua auto-confiança. Até porque os pais não se querem perfeitos! 😊

E com um Pai alfacinha, a verdade é que não foi preciso ir para muito longe. Com um domingo generoso de sol – vá lá – andamos entre o Lumiar, o Calvário e Belém. E mesmo com as melhorias que tem havido de infra-estruturas, os locais mantém-se intactos, abertos e com o mesmo nome. Quer dizer, à exceção de um…

A pastelaria Trenó, junto ao centro comercial do Lumiar, marca uma parte muito importante da infância e adolescência do Pai. Sendo esta zona um ponto de paragem obrigatória no caminho para casa, muitas vezes após longos dias de trabalho da Mãe e tratando-se o Trenó do Lumiar do sítio com os croissants mais apetitosos, é um local que traz muitas e boas (e deliciosas) memórias.

Até aos 6 anos, o Pai andou na creche do Hospital Egas Moniz, na rua da Junqueira. Tratando-se de um edifício belíssimo adaptado a creche (hoje, porém, desactivada), tinha um imenso espaço para brincar ao ar livre, um lago e foi onde Pai recordou ao Vicente e à Laura que também fazia umas birrinhas de manhã….

Antes de chegar à creche, sempre pelas 8h da manhã (hora a que a Mãe entrava ao trabalho), havia sempre tempo para um pequeno-almoço na zona do Calvário, que antes de ter o Lx Factory como hoje o conhecemos, já nos anos 80 era conhecida pelas suas famosas e acolhedoras pastelarias, como o Galão ou a Lorena. Hoje em dia, e graças ao trabalho da JF de Alcântara, foi possível recuperar e embelezar a zona, mantendo o charme (e os locais de referência) habitual…e por isso passámos um pouco da tarde a brincar ali.

Finalmente, poderíamos ter escolhido outras zonas, mas o jardim de Belém é aquele que marca decisivamente a infância do Pai. Se, por um lado, foi onde mais vezes brincou e aprendeu a dar os primeiros chutos na bola, por outro, é dos pouquíssimos locais onde também teve a companhia do seu Pai, o que acaba por permitir explicar ao Vicente e à Laura esse lado da vida do Pai Bruno.

dia do pai

Na verdade, este passeio especial do Dia do Pai teve início na Budget Rent a Car, uma empresa de aluguer de viaturas especializada precisamente em proporcionar momentos de lazer, bem-estar e de turismo a preços bastante económicos. A Budget disponibilizou-nos uma das suas viaturas durante 24 horas, com duas cadeiras-auto, todo o conforto e comodidade para que o pai tivesse um dia do Pai inesquecível. Obrigada, pois foram os parceiros perfeitos para esta aventura.

Feliz Dia do Pai a todos eles, com todas as formas e feitios 🙂

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