Voltando às minhas histórias… Quando engravidei a primeira vez, de imediato começei a ouvir (de outras mulheres) que, a partir de agora, ia ser muito mais difícil ter tempo para mim. Sobretudo nos primeiros tempos e enquanto os filhos exigirem mais cuidado e atenção.

Portanto, a falta de tempo e o acréscimo de trabalho com os filhos, iriam ditar praticamente o “fim” do tempo para mim e quase pensei que iria deixar de cuidar de mim. Confesso que fiquei um pouco apreensiva, pois pelo menos nos dois anos seguintes ao Vicente nascer, eu iria ficar com ele em casa. Nesse tempo, ia ser dona de casa, mãe em exclusivo e, pensava eu, que podia continuar a ser eu mesma. E, na verdade, continuei a sê-lo. Mesmo estando sozinha com um filho, não deixei de ter os cuidados que tinha antes e preocupei-me com a minha recuperação pós-parto assim que tive luz verde para o fazer. E, sim, fiz tudo isso com o Vicente atrás de mim. Na altura, acho que só pensava no beneficio e, por isso, se tivesse que subir lances de escadas com o carrinho de bebé, paciência! Se não pudesse descansar na sua sesta, porque era a oportunidade ideal para tomar banho, que fosse, e se ir ao ginásio significava ter que acordar as 6h30 da manhã, não gostava, mas era certo que me sentia bem melhor a seguir.

E, a verdade é que, perguntavam-me muitas vezes como consiga ter tempo para mim e estar “sempre bem” (entenda-se arranjada) com uma criança pequena em casa. Acontece que eu não ponderei uma alternativa, mas percebo o quão difícil pode ser e, acima de tudo, o quão exigente é para nós. E entendo ainda mais agora que tenho dois filhos e que a Laura tem sido, desde sempre, uma criança que nos suga toda a nossa energia e que nos obriga a ter atenção mais do que redobrada. Para além disso, com dois, o esforço não duplica, pois parece ser de 20 e realmente há momentos em que pondero mesmo abdicar do “meu tempo” para conseguir descansar.

Mas, em contrapartida, de cada vez que cedo a esse estado de espírito, isso não me faz bem e acaba por ter um efeito ainda mais depressivo sobre mim. E, nestas últimas semanas – três para ser mais precisa – com crianças muito doentes em casa, sempre que desmarquei, sempre que deixei de fazer, sempre que me resignei, chego ao fim do dia ainda com menos motivação e, por vezes, com alguma frustração. Como se me deixasse entrar no ciclo vicioso do que rodeia e ficasse eu também doente.

Eu sei e defendo que não temos de ser as supermulheres que nos fazem diariamente acreditar que temos que ser. Acho que temos que aprender a dizer mais vezes não, a delegar ou exigirmos tempo para simplesmente não fazermos nada. Contudo, sinto que, para mim e para a pessoa que eu sou, é importante não me esquecer do meu tempo. É importante, olhar no espelho e sentir-me bem e o ir ao ginásio é sinónimo de equilíbrio e de sanidade mental. E como se tudo isto fosse o meu antídote contra a depressão e a estados de maior tristeza com os quais nos vamos debatendo. É um bocado como aquele slogan “se eu não gostar de mim, quem gostará?”.

E esta parte da aparência física não tem que ser olhada como algo fútil ou supérfluo. Gostar do nosso corpo é importante, termos prazer em colocar, por exemplo, um rímel também. Estar em casa um dia inteiro, tomar um banho e vestir uma roupa como se fossemos sair, é saudável.

Se é exigente? É demasiado! Tentar fazer tudo é utópico, mas de cada vez que nos esforçamos, conseguimos um pouco mais, habituamo-nos e criamos rotinas e, no final, ficamos a ganhar nós e quem nos rodeia.

E só em jeito de partilha para quem possa ter curiosidade ou interesse, estes são os produtos que estou a usar no bocadinho de tempo para mim. Alguns deles entraram mais recentemente na minha rotina, como por exemplo, o creme de rosto anti-rugas da Apitiva, uma novidade em Portugal, a água micelar e o serum de ácido hialurónico, ambos da NOVexpert e, por fim, a Eau de Beauté da Caudalie que já está no fim e que vou voltar a comprar. Estas três marcas acabam por ser o reflexo de todo um novo conceito que estou, aos poucos, a deixar entrar. Estou a falar de produtos mais naturais. Mas isto é um tema para explorar num outro post. Depois, temos a Martiderm, que eu adoro e vocês sabem, a Eucerin (e já vos expliquei o porquê), a Skinceuticals, da qual eu só tenho um serum hidratante também com ácido hialurónico, que é maravilhoso. E não podemos esquecer o corpo, naturalmente, e a Nuxe lançou um novo produto de hidratação de corpo que combate os sinais de envelhecimento. Estou a gostar muito, especialmente da sua textura mais densa e que deixa a pele realmente hidratada. Alterno com outro, porque não quero que acabe tão cedo! 😊

〈Imagens em Slideshow〉

 

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E vocês, querem partilhar quais os vossos produtos favoritos e que entram neste “tempo para mim”?

Boa noite.

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