Gostava muito de vos estar a escrever sobre o nosso animal de estimação, pois afinal passei toda a minha infância rodeada de animais. Lembro-me dos nossos cães, dos gatos, dos passarinhos, incluindo as caturras e os papagaios, também tive hamsters e peixes e não me posso esquecer do Benny, o meu coelho albino. Entretanto, por questões de saúde (do meu marido), temos algumas limitações na escolha de um animal para nos fazer companhia. Mas eu ainda não desisti da ideia, portanto, quem sabe se em breve não farei uma surpresa a todos cá em casa.

Na verdade, na minha opinião o contacto com animais, mas mais do que isso, estabelecer uma relação de afinidade, traz muitos benefícios para as crianças. Como aliás, a psicóloga Tatiana Louro esclarece:

Se ter um animal de estimação permite, por um lado, desenvolver as respostas imunitárias do organismo e, no caso dos animas com pelo, diminuir por exemplo a frequência do aparecimento de alergias, por outro, ao implicar um cuidado e um contacto diário ajuda desde cedo os mais pequenos a aprenderem a lidar com as emoções, desde as positivas às negativas. Promove assim a auto-regulação emocional na medida em que as crianças têm que aprender a lidar com a frustração de o seu animal, por exemplo, não alinhar nas suas brincadeiras; ajuda-os a controlar os impulsos ao terem que aprender a acalmar-se e estimula o humor positivo e o bem-estar ao fazê-los sentirem-se tão alegres na presença deste amor incondicional.

E para quem já tinha um animal de estimação antes dos filhos nascerem, a opinião é unânime: os animais são para manter, pois são também eles um membro da família. No caso da Helena Coelho, que já tinha dois gatos (o Gin e a Vodka) quando o primeiro filho nasceu:

Os gatos nunca se aproximaram muito, nem do mais velho nem do mais novo. Confesso que do primeiro nós também não promovemos muito a aproximação; tínhamos “pancadas” com pelos e afins. Agora, que o mais velho tem 3 anos e o mais novo tem um ano, eles brincam todos bastante. Percebo que os gatos têm uma enorme paciência, especialmente com o mais novo. Raramente “sopram”. Quando o mais velho anda a correr pela casa, às vezes sai uma patinha com as unhas de fora de baixo de um móvel – eles não adoram objectos em movimento acelerado.

Já no caso da Paula Almeida que, para além de ter cães como animais de estimação, é também criadora de cães de raça labrador (Sobral Rockland), esclarece que:

 Assim que a Sofia nasceu, fizeram questão de a apresentar a todos eles e que, desde então, sempre teve contacto com todos eles. Mas enquanto criadora, adverte que tal como tudo o que se relaciona com os filhos, os animais precisam igualmente de educação, compreensão, carinho e muita atenção.

Portanto, se estão à espera de bebé e já têm um animal de estimação, não há que ter receio. Para a Patrícia Unhão António, que tem consigo o Zen e é mãe de dois meninos, o conselho é simples: “agir com naturalidade, deixar o animal cheirar o bebé, as roupinhas, para que ele perceba do que se trata. Dar muito mimo e não o deixar sem atenção para que não note muito a diferença.”  

Segundo a psicóloga Tatiana Louro,

Este envolvimento animal vs criança é potenciador da aprendizagem da relação entre comportamento e consequência na medida em que se não interagirem ou cuidarem diariamente como é suposto dos seus bichos de eleição a sua saúde física e emocional fica em risco, o que os torna mais aptos a resolverem também problemas. A par de todas estas vantagens os estudos referem ainda que desenvolve a criatividade e a imaginação tornando-os a curto / médio prazo crianças mais assertivas, empáticas e respeitadoras.

Portanto, pode ser também uma forma de estamos a passar para a criança, de forma descontraída, o sentido de responsabilidade. Para o Zé Duarte, o filho da Patrícia Unhão António, que tem cinco anos, a melhor parte são os passeios e a alimentação. Adora ir com o pai passear o Zen e é ele que pergunta se o cão já comeu, para saber se é preciso colocar comida no prato. Para o Zé Duarte, o Zen é um membro integrante da família e, como tal, desenha-o sempre que desenha os pais e o irmão. E o seu brinquedo preferido é uma bola parecida com esta!

No caso do Manuel e da Carminho, que têm cinco e três anos respectivamente, a mãe Guida esclarece que cada um é responsável por dar comida ao peixinho de estimação, o João, e também mudam a água com a ajuda dos pais. A mãe diz que é muito engraçado ver a reacção do peixe João quando chegam a casa, pois começa a nadar muito rápido e dar saltos! E se não sabiam, dizem que ter um aquário em casa atrai prosperidade e boas energias. E se querem saber qual o truque para ter peixinhos que vivam muito tempo, a Leonor Cício, mãe da Luísa e da Teresa, com seis e três anos respectivamente, partilha que o segredo é não mudar a água com demasiada frequência e não alimentar diariamente.

Já a Maria, que vai fazer cinco anos, não hesita em dizer que o que não pode faltar ao seu gato Tobias são os brinquedos (arranhadores de preferência), a comida e a caixa da areia!

E, no fundo, é um pouco por tudo isto, que os animais, ao promover uma boa auto-estima, ajudam os miúdos a serem mais responsáveis e felizes. E é isso que todos nós procuramos, não é?!

o animal de estimação preferido das crianças

Legenda:

Em cima (da esq. para a direita): A Sofia e o Vi; peixinho João; o Jimi com a Madalena

Em baixo (da esquerda para a direita): a querida Maria com a Matilde, que já vivia lá em casa quando ela nasceu : o fofo do Zen, o cão preferido do Zé Duarte e o Tobias, o gato da Maria e do mano.

Na fotografia de capa estão a Carolina e o Pedro, os peixinhos de estimação da Luísa e da Teresa.

Mas tão importante quanto o bem-estar dos nossos filhos, é assegurar também o do nosso animal de estimação. Eles vão precisar de conforto, comida, brinquedos, idas ao veterinário, entre outras coisas. Portanto, e especialmente para quem está a pensar em adquirir um, é bom ter uma noção a priori do que vos espera. E, em termos de bens essenciais, se quiserem, podem dar uma vista de olhos por este folheto do Jumbo – esta campanha estará válida até ao próximo dia 27 de Fevereiro.

E, já agora, querem deixar os vossos palpites sobre as eventuais hipóteses que temos para um animal de estimação? Querem? 😊

 

Por fim e não menos importante, é agradecer a disponibilidade e colaboração de todos neste artigo. Foram impecáveis e espero que tenham gostado do resultado final.

 

*Este conteúdo é um exclusivo para o Jumbo – Auchan.

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