Despedimo-nos do Carnaval deste ano com um querido regresso às minhas memórias de infância. Sem nada programado, mas com muita vontade de proporcionar um dia diferente ao Vicente e à Laura e, no meio das minhas pesquisas por “desfiles de carnaval 2018 no google”, veio-me subitamente à cabeça os meus passeios pela Nazaré em criança.

Era praticamente uma tradição ir lá almoçar – os meus pais adoravam comer marisco (e eu nem por isso) – e, de seguida, assistir ao desfile do corso carnavalesco. Lembro-me das ruas cheias e, de muitas vezes, não conseguir ver praticamente nada. Tenho comigo fotografias antigas desses passeios, tenho inclusivamente uma fotografia dos meus avós, já velhinhos, abraçados na praia do Norte, junto às bancas onde os pescadores deixam o peixe a secar e que ainda hoje lá estão.

Graças aos vários comentários deixados na página de Facebook a este post, chegamos à Nazaré já com mesa reservada no restaurante, o que nos facilitou muito a vida, pois continua a ser um destino muito procurado nesta altura específica do ano. O eleito acabou por ser o restaurante Aleluia, mesmo junto à praia, com vista privilegiada, como imaginam e onde almoçamos um peixe excelente. No final deste post, vou deixar todas outras sugestões partilhadas para quem estiver a pensar dar um passeio naquela zona.

carnaval da nazaré

Entre todos os anos que separam a minha última ida ao carnaval da Nazaré, talvez tenha notado um pouco menos de gente (o que não foi necessariamente mau), tive pena de não ter dado um passeio e ter visto mais coisas. Contudo, não só estava muito frio, como continua a ser muito complicado sair de lá, no final do desfile, sem se estar um bom tempo nas filas.

Saímos cedo de casa e regressamos tarde. Tiramos a Laura da sua rotina e isso obrigou-nos a doses de paciência extra. Na pressa de sair de casa e na troca de tarefas entre os pais, o casaco da Laura acabou por ficar pendurado na porta do quarto dos miúdos, acabei por ter que comprar um “kit” numa das lojas típicas da zona para remediar. O Vicente, de inicio estava meio estranho, mas depressa se rendeu à festa e estivemos na primeira fila a atirar fitas e confettis. Resistimos estoicamente ao frio e ao vento, os olhos dos dois brilhavam e, no regresso a casa, o cansaço do Vicente fê-lo adormecer mal se sentou no carro, ao passo que o cansaço da Laura fê-la vir a viagem toda entre choro e gritos.

Mas o mais importantes nós conseguimos: sair de casa, vencer o comodismo ao não querer colocar tudo em casa apenas por um dia de festa, o tempo não estar a colaborar e pensarmos que é um dia de descanso a meio da semana do qual vamos abdicar. Como a minha mãe diz (e bem), tenho dentro de mim uma vontade e energia imensa para fazer coisas.

E é verdade, mas para isso também é preciso que as pessoas à minha volta alinhem. Toda a logística e até ser a âncora que consegue manter o equilíbrio nos momentos mais desafiantes nestas saídas em família, eu consigo dar conta sozinha. Penso, planeio, dou as ideias, etc… quase como se de uma verdadeira organizadora de eventos de família (da minha) se tratasse. Mas para isso, é preciso que as pessoas à minha volta se deixem (e queiram) contagiar, pois, se de repente, perante um cenário caótico, no carro, por exemplo, se sou eu a única colocar na balança mais prós do que contras, ao fim do dia esse entusiasmo também acaba.

Mas hoje, ao acordar, sinto que foi um bom dia para os meninos e, já agora, que o facto de ter alinhado na brincadeira e ter-me (mais ou menos) mascadora, contribui para a animação. Se isto faz de mim uma apreciadora nata do Carnaval? Nada disso, simplesmente gosto de viver estas datas, gosto de contribuir com estes momentos na educação, crescimentos e memórias dos meus filhos, especialmente porque sou muito feliz com as memórias que os meus pais me proporcionaram e, muito honestamente, acho que na sociedade em que nós vivemos, esta “pureza e simplicidade” deixou de ver. Mesmo que nos tenha trazido outras coisas muito boas.

Outras sugestões de restaurantes na Nazaré para tomar note:

 

E hoje, ja que a festa continua, ainda que por outros motivos, digam-me lá se são (ou não) fãs do Dia dos Namorados?

 

Boa tarde.

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