Com filhos começa a fugir-nos o tempo de qualidade, nomeadamente para os amigos. Começamos a arranjar sempre programas em família como forma de juntar o útil ao agradável. Mas nunca é a mesma coisa, não temos a mesma descontração e mantemos sempre os sentidos bem apurados porque sabemos o que a casa gasta.

Ainda assim, a vantagem de termos amigos com filhos de idades próximas, e que há uma maior probabilidade das crianças se entreterem sozinhas e, dessa forma, os crescidos estarem mais à vontade. Outro dos meus truques, é receber em casa, porque sei que as crianças podem ficar mais à vontade, pois o ambiente está mais ou menos controlado. E tenha ainda um outro que se chamam “lanches ajantarados”, porque evitamos passar muito para além da hora das crianças dormirem.

Claro que são dias especiais, relaxamos um bocadinho as rotinas, facilitamos no que comem, porque com o tempo percebemos que estes momentos de qualidade são fundamentais e tanto melhor quando melhor soubermos aproveitá-los sem ser na versão de mãe e pai.

E onde é que os adultos privilegiam um bom convívio? À volta de uma mesa, claro, e na companhia de um copo de vinho (tinto, de preferência). No que me diz respeito, não sou muito exigente e as melhores refeições são os petiscos – talvez por isso, capriche sempre nas entradas dos jantares.

E coincidência ou não, no domingo passado, supostamente o dia dos amigos, foi dia de receber os nossos amigos em casa. Sabem aqueles amigos que já são de casa e com os quais não fazemos cerimónia? Esses mesmo. E sem querer perder tempo com a formalidade de uma refeição, marcamos encontro lá para o meio da tarde e, de preferência, com muito apetite. Na véspera, tinha estado eu às compras no Jumbo de Alfragide e o mote foi ter passado pela secção dos queijos e enchidos, na qual já se encontra uma pequena amostra do que vai haver na Feira dos Vinhos e Enchidos com uma oferta muito maior, que começa já no dia 13 de Fevereiro. Vi tanta coisa que me abriu de imediato o apetite. Só para terem uma ideia, eu não resisto a:

um bom queijo (mesmo sendo daqueles alimentos que deveria evitar);

aos enchidos. Como não amar ovos mexidos com farinheira?

– ao (temível) pão, claro… de passas e nozes para não fazer a coisa por menos.

– atentem que, nesta mesa, estavam também opções vegetarianas, como o queijo e a alheira.

Como estava sozinha (às compras), mas não queria fazer má figura com a escolha do vinho, disseram-me que podia procurar pela página de Facebook do Rui, o especialista em vinhos. No fundo, é um robot a quem fui dando as pistas (através das mensagem) para chegar ao vinho ideal para acompanhar aquela refeição. Tinto, porque é o que eu mais gosto, do Douro ou do Alentejo, de preferência.

E dado o sucesso das minhas escolhas, devo dizer que fiquei muito orgulhosa de mim, afinal, porque razão são os homens maioritariamente os responsáveis pela escolha do vinho? Até porque, muitas vezes, eu e o meu marido não estamos sempre de acordo quanto aquilo que é um bom vinho para cada um de nós.

Já agora, sabiam que tive muito tempo sem ter vontade de beber vinho? Consequência talvez do pós-parto e das alterações hormonais que provavelmente me alteraram o paladar. Tudo é possível!

No entanto, aquilo que sei garantidamente é que são momentos destes que estimulam as nossas endorfinas, nos fazem abstrair do dia-a-dia, estreitam os laços de amizade e aproximam as pessoas e eu gosto muito, muito de preparar uma mesa para receber, gosto de pensar em cada detalhe e sobretudo, de ver que isso deixa os outros igualmente felizes. E como disse há bem pouco tempo, os bons amigos são raros, por isso é mimar e estimar aqueles que temos.

bons amigos e boa mesa

 

 

*Este conteúdo foi produzido em exclusivo para o Jumbo.

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