Se passou um fim-de-semana e não me encontraram muito presente pelo Instagram; se não partilhei posts no blogue e muito poucos no Facebook, então o fim-de-semana só pode ter sido bom. Significa que carreguei baterias junto da família e dos (bons) amigos, em que o telemóvel fica mais esquecido e em que tempo não chegou para escrever um texto do início ao fim ou sequer de alinhavar ideias. Se bem que, nesta profissão, estamos sempre a trabalhar. E este fim-de-semana estive a trabalhar em coisas que vocês terão oportunidade de ver daqui a alguns dias.

Invariavelmente, acabamos sempre a falar no mesmo: se o tempo em geral passa demasiado rápido, aos fins-de-semana passa num ápice. E neste foi assim pelos melhores motivos. Tive tempo para os amigos e para as minhas amigas, um tempo que parece ficar sempre para depois. Após a maternidade e durante o tempo que vivi em Bruxelas, naturalmente, fiz amizades com os amigos do meu marido, os tempos de lazer eram 99% passados em família, mas ainda assim, tive o meu grupo da turma de francês e uma amiga portuguesa e era com ela que maioritariamente, lá muito de vez em quando, saía ou para ir ao cinema ou para jantar.

Confesso que nessa fase, isso era suficiente, pois estava ainda muito presa ao Vicente e sentia-me bem assim. Por isso, se tivesse que ser eu a ficar em casa e ser o meu marido a sair, eu não me importava. E, de qualquer forma, era um tempo que, mesmo sozinha, com o Vicente a dormir, aproveitava como um tempo só meu. Tenho facilidade em distrair-me mesmo estando sozinha e talvez por isso, a maternidade em exclusivo e o facto de viver expatriada não me fizeram sentir demasiado sozinha ou isolada.

Uma vez em Lisboa, o ritmo de vida de todos nós, juntando as exigências diárias e as obrigações familiares, o tempo escassa. E aquilo que me custa verdadeiramente é essa passagem do tempo que rapidamente se torna muito tempo ausente fisicamente da vida das pessoas de quem gosto. É certo que as redes sociais e os chats são facilitadores, ajudando a manter a sensação de proximidade e de que estamos sempre a par das últimas.

Mas nem sempre é assim. Nem eu própria que tenho um blog, que tenho exposição pessoal, incluindo a minha família, sou o exemplo de que basta ler o blog para saber o que se passa comigo ou connosco.

Mas eu considero-me uma pessoa paciente, porque tudo tem o seu tempo e porque há momentos na nossa vida que nos levam por caminhos que nem nós próprios dominamos. E é nesta fase, em que a minha grande “viagem” terminou, que estou. Quero estar com as minhas amigas, quero sair com elas, quero inclusivamente viajar ou passar fins-de-semana fora também sem filhos. Quero sentir que sou capaz de ter uma conversa ou até de estar num registo mais descontraído e relaxado sem a preocupação latente dos filhos, dos horários e de todas as preocupações e stress inerente. Tenho saudades de ser quem sou quando estou com elas.

No entanto, da mesma forma que eu não acho que me tenha anulado ou que me deixei para segundo plano perante o meu marido e o meu filho nos primeiros anos da maternidade. Eu não acho que agora esteja a ser egoísta. Eu simplesmente respeitei os meus timings, de certa forma abdiquei de umas coisas em certas alturas, mas que vi a recuperar mais tarde e até com mais capacidade para usufruir delas.

E é este equilíbrio, que eu nunca perdi de vista, que me fez acreditar sempre que tirar uma licença sem vencimento para ser mãe e esposa a tempo inteiro, não iria determinar o tipo de mulher que eu sou ou colocar em causa o meu futuro. Nada disso! Pelo contrário, essa foi a oportunidade para a mudança de vida que eu tanto desejava. E especialmente, para me sentir mais feliz e realizada  a todos os níveis.

Acho que o segredo é não ter medo das nossas escolhas se soubermos quem somos e o que queremos para nós. Não é tão importante saber, logo no momento, como vamos lá chegar, às vezes, basta ter feeling, sensibilidade para ver precisamente para além do momento. Teorias e mais teorias que valem o que valem, no entanto, de uma coisa tenho a certeza: os verdadeiros amigos não cobram, não amuam e não nos viram as costas.

Tive momentos em que achei que estava a ficar sem amigos, que a vida me estava a levar para longe dos meus e que eu iria acabar por ficar sozinha. Mas não foi nada disso que aconteceu. A vida ajudou-me a filtrar esses amigos, a manter junto de mim quem realmente se importa e está para valer na minha vida e mais ainda, trouxe-me novos, pessoas especiais que, na verdade, pareço conhecer de outra vidas…

No fundo, a vida é boa e recompensadora para aqueles que aceitam a sua vida tal como ela é e que não têm medo de aceitar os desafios. Atenção que eu não disse fácil, eu disse recompensadora. Quem aceitar o desafio tem que se capacitar que estará a entrar numa viagem alucinante, tipo montanha russa. A única diferença é que vamos sempre subindo um nível (espiritual), mesmo com os momentos maus que atravessamos, e nunca o inverso.

Mas isto sou eu que digo agora, depois de ter estado dentro da montanha russa. O que acaba por ter reflexos na nossa própria casa, daí ser um tema cada vez mais recorrente por aqui. Faz realmente sentido, para mim, falar dela enquanto extensão de todo este processo interior que passei. Entendem?

À medida em que eu me vou sentido mais consistente, mais sólida e com tudo mais definido à minha volta, consigo perceber melhor o que a minha casa precisa ou que eu preciso que ela tenha para me sentir verdadeiramente em casa. E foi assim que esta tela veio parar a esta parede.

tela de cecoração de paredes

Foi comprada no site da Friday.pt, uma marca portuguesa recente. Na loja online encontram várias coisas, temas diferentes, incluindo para o quarto de crianças, que tenho a certeza que podem dar vida ou renovar qualquer canto das vossas casas. No meu caso, escolhi a sala que está como prioridade neste momento – ali a par com o escritório/quarto da desarrumação das crianças, duas coisas que ,em conjunto, não funcionam…

Mas fica a fica! Esta foi a primeira a chegar cá a casa e a experiência foi boa. Encomenda feita sem problemas e chegou em pouquíssimos dias. É só preciso ter atenção que a moldura não vem incluída, comprei posteriormente.

Boa semana.

Comentários

comentários