Há cerca de duas semanas atrás, a minha quinta-feira tinha começado bem cedo. Tinha pela frente um dia bem diferente. A convite da marca de vestuário C&A, embarcaria no avião para ir até Madrid, na vizinha Espanha, para conhecer a nova colecção Primavera-Vera, que nos dá a conhecer um novo conceito. Aquela que seria a minha primeira vez a viajar sem filhos.

Estamos perante uma postura que procura a consciencialização (e aceitação) de nós próprios e do nosso corpo, assim como a aposta na sustentabilidade.

Não levei muito tempo a decidir se iria aceitar ou não. O bichinho de quem adora pôr o pé no aeroporto, nem que seja para uma viagem que nem dura 24 horas, fala sempre mais alto. Para além disso, a marca em questão é já uma presença assídua por aqui, como sabem, e isso só acontece quando a mesma nos oferece a confiança e quando acreditamos nela para tal.

Desde o primeiro momento em que fui convidada a explorar muito mais a marca e as lojas, que acabei por me identificar e até habituar-me a fazer compras para toda a família. A qualidade e a óptima relação qualidade-preço são, à partida, um óptimo atractivo. E não menos importante o facto de poder vir acompanhando o lançamento de colecções cada vez mais frequentes e mais variadas, especialmente no que toca à moda infantil, da qual sou muito fã.

No entanto, as mudanças que vão surgindo não assentam somente nas colecções, seja mulher, homem ou criança. A renovação da imagem das próprias lojas torna-as também mais atractivas e apelativas. Com efeito, o conselho que vos deixo é o de estarem muito atentos às novidades que aí vêm para a Primavera-Verão, porque vão ficar surpreendidos, tal como eu fiquei, com este movimento Wear the Change.

Bravo C&A! Muitos parabéns por esta nova colecção e obrigada por me teres levado até Madrid, em tão boa companhia, para a ver em primeira mão.

Quanto à experiência em si (de viajar sem filhos), foi espectacular. Sim, foi muito cansativa também, mas dizem (e bem) que quem corre por gosto não cansa – quer dizer, cansa, mas cansa feliz 😊. Foi a primeira vez que estive tão longe dos meus filhos, ainda que por tão pouco tempo, e a primeira vez que voei sem filhos, após a maternidade.

A sensação de liberdade e de leveza, não vou mentir, foi muito boa. Quem está tão presente na vida dos filhos, sabe o quão desgastante para a nossa vida “de adulto” isso pode ser. E há cinco anos que eu vivo para a família, que os programas são em família, as férias, as viagens, tudo… E independentemente de ser maravilhoso – que é – a verdade é que há uma parte de nós que, com o tempo, vai sentido vontade de se soltar. E digo-vos mais, teria aguentado se tivesse que ter passado a noite fora. Acho inclusivamente que me teria feito bem.

No final destes cinco anos, já sinto necessidade de descansar a sério, de poder dormir descansada, sem sobressaltos, de acordar sem pressão e de não passar o dia inteiro preocupada com alguma coisa, sempre atenta e em vigia constante. E, dessa forma, carregar baterias para estar com eles ainda com mais entrega e paciência.

E, no final daquele dia, soube igualmente bem chegar a casa com aquela saudade de quem esteve fisicamente muito longe e de os apertar com muita força e dar-lhes beijos e mais beijos!

Se calhar, é um sinal de que eu, mãe-Vera, já estou preparada para largar o ninho. Será? E a pensar que este ano já seria capaz de viajar sem filhos para uns dias de férias. 😊

nova coleccção C&A Madrid

Boa noite.

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