Ainda nem chegamos ao primeiro ano de escolaridade e o drama dos trabalhos da escola já se instalou cá em casa. Cálculo que ainda não tenha tido tempo suficiente para me desapegar emocionalmente destes primeiros anos em que cada risco e rabisco tem tanto significado para ele (e para mim). No entanto, a verdade é que acabamos por voltar sempre ao mesmo: a falta de espaço que a certa altura se coloca.

Ainda assim, quando me encho de coragem e decido que algo pode ser “reciclado”, acabo ser sempre apanhada (pelo Vicente). De imediato, ouço uma vozinha doce e intrigada, que me pergunta o que vou fazer com aquele desenho… Silêncio constrangedor para mim, é claro, que não tenho coragem de lhe dizer que ia para o lixo, porque temos outros 5 898 desenhos e que aquele em particular só tinha dois riscos na folha e que se calhar, podíamos reciclar.

O desenho volta para o sítio onde estava, junto com outros trabalhos aos quais eu já não sei muito bem o que fazer, porque uma caixa já está cheia e não me apetecia propriamente usá-los como decoração da casa.  E, para além disso, se o Vicente vê a irmã pegar em algum deles, instala-se a terceira Guerra Mundial em segundos.

Contudo, eu não posso queixar-me muito, pois eu era aquela miúda que guardava tudo. E por tudo se entenda, por exemplo, os apontamentos dos apontamentos que fazia para estudar. E ainda hoje, gosto de ver e de mexer em todas aquelas recordações quando visito a casa da minha mãe. Mas se preciso disso no meu dia-a-dia, a verdade é que não. A minha mãe, coitada, ainda hoje me diz, meio a “medo”, que um dia temos que pensar o que fazer com tudo aquilo.

A verdade é estes trabalhos são importantes porque são o registo de aprendizagem da criança e, por isso, eu acho que valem a pena guardar, mas temos que ter algumas “regras” e precisamos sobre isso que vou falar a seguir:

  1. Seleccionar os trabalhos junto com a crianças e guardar o que for mais significativo para mãe e filho. Mas para que isto corra bem, ou seja, sem se chegar ao fim, com tudo assinalado como importante, o melhor é fazer esta selecção no mínimo um ano depois, precisamente para deixar passar a emoção e separar de forma mais racional. E a cada ano refazer a selecção.
  2. Oferecer a familiares como lembrança, de certeza que fará as delícias de alguma tia ou, especialmente, dos avós;
  3. Digitalizar/tirar fotografia para posteriormente se fazer um álbum virtual, guardar num disco externo ou, porque não, em DVD;
  4. Como fazer a selecção dos trabalhos:
  • Escolher um desenho do início e outro do final do ano lectivo;
  • Escolher as primeiras actividades em que aparece a escrita do nome, os desenhos de arte, com muitas cores ou usando a sua cor preferida;
  • Escolher as primeiras produções escritas.
  1. Idealmente, de acordo com a frequência com que as crianças trazem trabalhos para casa, o ideal seria fazer esta selecção com regularidade e não esperar apenas pelo final do ano.

hacks para arrumar trabalhos da escola

Imagens de inspiração a este post retiradas do Pinterest.

 

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Boa semana.

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