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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

O meu casamento, grávida de 39 semanas

30.01.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Um grupinho de seguidoras (muito queridas) fez-me praticamente um ultimato para ver fotografias do meu casamento. E porquê? Porque ainda não sabiam que eu me casei grávida de 39 semanas, na conservatória de Lisboa e que o Vicente nasceu na madrugada seguinte.

 

E, como tal, só tenho que agradecer ao casal de amigos que nos acompanhou, pois hoje em dia já não são necessárias testemunhas. Consigo levaram a máquina fotográfica e uma garrafa de champagne, que abrimos no Parque Eduardo VII. No grande dia, não esquecemos também as alianças e eu, como qualquer outra noiva, fiz questão de levar uma coisa azul, uma coisa usada, uma nova e uma emprestada. Posso dizer-vos que a usada foi mesmo o vestido que usei, pois claramente que na minha condição e na loucura de querermos casar antes do Vicente nascer, achei que era ainda mais louca se fosse tentar arranjar algo mais “sofisticado” para dizer o sim. Quer dizer, nem sei bem qual seria a alternativa, pois sem vestido de noiva, a alternativa seria ir normal, acho eu.

 

Nunca fui daquelas miúdas que cresceu a sonhar com o casamento de princesa, mas claro que ao pensar em casamento, pensava numa cerimónia mais convencional e eu vestida de noiva. Contudo, a altura particular da nossa vida, quando engravidei do Vicente, a insegurança e instabilidade emocional de uma grávida, uma relação sempre vivida à distância, a eminência de ter que tomar decisões importantes com grande impacto na minha vida pessoal e, por fim, um pedido de casamento feito na manhã do dia 25 de dezembro, fez-nos pensar que “ou era agora ou nunca”. No meio de tanta mudança e de tanta novidade na nossa vida, o mais natural seria deixarmos adiar e adiar e adiar.

 

E sem meias medidas e sem "condições" para um casamento tradicional, decidimos contornar todas as pressões e ter um momento só nosso, de compromisso e de união para os tempos que se avizinhavam. A verdade é que depois daqueles instantes em que casamos, saímos da conservatória, abrimos a champagne no parque Eduardo VII e almoçamos, pouco mais houve para celebrar. Nessa mesma tarde estaria a dar início ao trabalho de parto e, a partir daí, a celebração passou a ser outra, o nascimento do Vicente nessa mesma madrugada.

 

Agora com os anos que se já se passaram e a distância emocional (de tudo) é outra, não acho que tenha sido precipitado. Foi o que ambos desejamos e achamos ser o mais correcto. O menos bom é que o dia do nosso casamento acaba por ficar "esmagado" entre a passagem de ano e os preparativos para o aniversário do Vicente. Ficou a faltar talvez um pouco de espaço para nós, que há-de ainda assim chegar com o tempo (digo eu).

 

Não existem alturas certas e nem vale a pena idealizar muito, pois, por vezes, a felicidade e a satisfação pessoal chega-nos quando nos permitimos viver mais o momento com aquilo que tem para nos oferecer.
Um dia, quem sabe juntamos a família, os amigos e os filhos para uma grande festa, a nossa.

 

Obrigada às seguidoras curiososas que tendo ficado a saber desta história através de um desafio no Instastories para partilhar nove curiosidades sobre mim, não hesitarem em mover quase um baixo assinado para haver partilha de fotografias do grande dia. Assim sendo, fui até ao computador velhinho, recuperei as fotografias para o novo, escolhi as mais "dignas", editei o melhor que sei e partilho agora com vocês.

 

E acreditem que não deixa de ser libertador saber que os momentos felizes da nossa vida só dependem de nós. Não são precisos grandes ornamentos ou floreados, ceder a pressões da sociedade ou do que seja. Agradeço não ter sentido a pressão em ter O casamento, O vestido, OS convidados, etc... Quero muito festejar e celebrar com todos, mas esses momentos também podem ser proporcionados por nós no dia-a-dia.

 

Sei que pode parecer meio louco, mas foi assim que tudo aconteceu! :)

 


 

Mo(m)day hacks: Um aliado nos vincos de última hora

30.01.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Andava eu em plena azáfama de fim do ano, quando o meu ferro de engomar decide fazer curto de circuito. Entre a avalanche de coisas que tive que fazer e tratar, o dia-a-dia já por si exigente e a eminência de ter que preparar as malas para quatro para uma semana de férias em Milão, era tudo aquilo que eu mais precisava. Sim, no meio de tudo isto, arranjar um ferro passou a ser também uma preocupação de primeiro grau.

 

Em primeiro lugar, aviso que passar a roupa é das coisas que menos gosto de fazer, entre a incapacidade que sinto em deixar a roupa impecável, apodera-se de mim uma certa impaciência e ansiedade em querer ver tudo despachado. E, convenhamos, são duas coisas que não combinam com esta tarefa doméstica. Portanto, é algo que eu já decidi que só faço em último recurso, em caso de emergência ou necessidade. E, naquela altura, passar a roupa a ferro era mesmo uma necessidade.

 

Já tive ferros a caldeira, ferros tradicionais… todos escolhidos ou oferecidos pela minha mãe que, ao contrário de mim, adora passar a ferro. E dado que as minhas ultimas opções não correram bem, eu não queria comprar um ferro pressionada para não correr o risco de, daí a alguns meses, estar com o mesmo problema em braços.

 

A alternativa, então, mostrou-se ser o recurso a algo diferente e deixar a decisão da compra do ferro para depois das férias. E foi assim que o vaporizador de roupa Steam&Go 2-in1 da Philips entrou na minha/nossa vida. Não resolveu a necessidade de fundo, porém tornou-se um melhor amigo na arte do “desenrascar” do momento em que precisamos vestir a roupa e ela está toda amarrotada ou com um vinco indesejado.


Porque é precisamente esse o objectivo deste vaporizador de roupa, pois tem um formato pequeno, é leve e fácil de transportar. Por tudo isto, reúne todas as condições para poder ser encaixado na nossa mala de viagem e andar connosco para todo o lado. Passa a ferro na vertical e este modelo em particular, também na horizontal.</p>

Contudo, pelo seu reservatório – pequeno – de água, é, como disse, um complemento ao ferro de engomar tradicional. O Steam&Go é ideal para os retoques de última hora e para roupa difícil de engomar – as peças com os tais folharecos 😊.

 

Talvez seja importante de referir ainda que tem vapor contínuo automático para uma remoção fácil dos vincos e que pode ser usado inclusivamente nos tecidos mais delicados. Com o plus de não necessitar de tábua de engomar.

 


engomar com o vaporizador Steam&Go

 

Para quem ficou com curiosidade acerca do Steam&Go e que explorar um pouco mais todas as suas específicidades, o meu conselho é que leiam toda a informação disponibilizada no site da Philips. Assim, este post que é uma mera partilha da minha descoberta e experiência, não se torna demasiado técnico e com informação que eu iria buscar também ali.

 

Pois, o que eu sei mesmo é que para a minha relação com esta arte de passar a ferro, o Steam&Go resolve os meus problemas do dia-a-dia e isso é que é importante de referir.

 

Bom Dia!

A ti e só a ti... te compete a mudança!

29.01.18 | Vera Dias Pinheiro

A ti que te arriscas a deixar a vida passar diante dos teus olhos sem que faças parte dela...


A ti que acordas e te deitas sempre rodeado dos mesmos problemas...


A ti que começas as tuas frases quase sempre com um não...


A ti que não te obrigas a colocar o positivo à frente do negativo...


A ti que cedes à crítica fácil, em vez de procurares motivos para elogiar...


A ti que cruzas os braços e te resignas perante aquilo que tanto dizes que te faz sofrer...


A ti que não questionas o porquê de determinadas coisas te acontecerem...


A ti que não que lutas por ti e que optas por colocar as culpas sempre no outro...


A ti que te recusas a aceitar que a tua vida és tu quem a faz...


A ti que tens um mundo inteiro à tua espera para seres feliz, mas ainda assim consegues sempre transformar a pedrinha mais pequenina na maior montanha de todas...


A ti que valorizas os problemas em vez de te procurares a solução para os mesmos...


A ti que te deitas todas as noite a pensar no que gostavas de ter e não tens, no que podias ser e não és...


A ti que sonhas tanto, porque não transformas esses sonhos em metas a alcançar?


A ti, para quem o exercício da gratidão parece impossível, e que nem o simples facto de estar vivo e ter saúde te faz sentir grato...


A ti que, com tantos "ses" e objecções, te impedes de receber tudo aquilo que a vida tem para te oferecer...


A ti, para quem a espiritualidade não importa, porque te obriga a pensar em ti e, com isso, deixar de culpar os outros...


A ti que pedes amor e amizade, sendo incapaz de mostrar ao outro tais sentimentos...


A ti a quem nada satisfaz e para quem nada parece ser suficiente...


A ti que te recusas a aceitar que podes ser apenas tu quem te está a impedir de ser feliz...


A ti que pareces ter medo de arriscar e de chegar a algo muito mais grandioso (e que te está reservado)...


A ti que te arriscas a passar o resto da vida a olhar para a vida do outros e sentires-te triste porque “podias ter sido tu”, "podia ter sido contigo”...


A ti.... e só a ti... não tenhas medo de arriscar, tu vales a pena e a tua felicidade está à tua espera.


Carnaval low-cost e à medida do que as crianças querem.

29.01.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Está a chegar rapidamente uma altura do ano que costuma fazer as alegrias das crianças, promovendo a imaginação, as brincadeiras e a fantasia. Refiro-me ao Carnaval, claro. Aposto que até já tiveram pedidos especiais para esses dias, meninos e meninas que querem muito estar o mais parecidos possível com os seus bonecos e super-heróis preferidos, verdade? Às vezes, mais do que um, porque um só não basta, obviamente!

 

Efectivamente, esta é uma das características das crianças. Rapidamente se cansam e mudam de ideias. Pensar que estamos a comprar um só fato de carnaval que eles vão querer vestir durante vários dias seguidos é já um pouco ambicioso, quanto mais pensar que os conseguimos reutilizar ano após ano. Pode acontecer, não é uma regra. Cá em casa, por exemplo, tem sido assim.

 

Portanto, chegada esta altura, o meu pensamento está em, por um lado, conseguir corresponder aos seus desejos e vê-lo feliz a encarnar o seu super-herói preferido. E, por outro, o de saber que se trata de uma coisa do momento e que ele até pode vir a não querer usar quando chegar o dia. Com efeito, aquilo que eu pretendo gastar é fruto do balanço de tudo isto. Mais, aprendi precisamente a antecipar o Carnaval para garantir que encontro os fatos que eu preciso atempadamente antes de esgotarem os tamanhos e modelos e assim conseguir poupar dinheiro (e tempo).

 

Paralelamente, aproveito também para estimular a criatividade e a imaginação. Os super-heróis somos nós que os criamos, por isso, os fatos não precisam ser especificamente de um personagem ou idênticos.  Com pequenos ajustes feitos por nós (Do it yourself - DIY) é possível fazer tudo o que quisermos. E sobretudo, é preciso ensinar às crianças a ter essa maleabilidade e que as coisas não têm de ser iguais ao que vemos na televisão ou nas revistas, por exemplo. É possível transformar uma máscara mais básica de um cão, por exemplo, em qualquer personagem da Patrulha Pata ou um qualquer super-herói, naquele que nós gostamos mesmo, mesmo muito. Portanto, pais e mães, sem drama se não encontrarem as máscaras exactamente iguaizinhas ao que os vossos filhos querem.

 

Com a oferta que há actualmente, sobretudo no que toca às crianças, acho que vamos perdendo um pouco essa imaginação e poder de criatividade, de transformar as coisas que temos noutras que gostássemos de ter. E o meu papel enquanto mãe e educadora passa por estar também atenta a essas coisas, perceber que o mais fácil e o mais imediato nem sempre é sinal de que estamos a fazer as melhores escolhas.

 

Sendo assim, e porque o assunto aqui são as crianças e o carnaval e sim, eu acho que deve ser assinalado e que deve ser dada a liberdade de se mascararem, se for esse o seu desejo – não devemos obrigar nem para uma coisa nem para a outra – eu fui ao Hipemercado Jumbo em Alfragide, assim que soube que a colecção de fatos de carnaval estava disponível, para fazer as minhas compras.

 

   

 

Para o Vicente foi fácil, temos um Ninjago, adaptando do fato Ninja que havia e mais um “Star Wars” com uns adereços, pois ele tem muita roupa com este tema e vai dar para fazer um mix. Já a Laura ia ficar muito feliz com o fato da Skye, personagem da Patrulha Pata, mas o tamanho mais pequeno era ainda grande para ela. Assim sendo, não acham que a alternativa Laura- “piratinha” lhe assenta que nem uma luva? Eu acho que ficou um amor!



 

Acho importante referir, para os mais foliões, que no Jumbo encontram também uma oferta generosa de fatos de Carnaval para adultos, assim como acessórios. Tudo na mesma linha de preços: muito em conta. Deste modo e com poucos euros, conseguem preparar toda a família para os três dias de Carnaval que quase aí. Diversão garantida!

 


máscaras de carnaval 

 

*Este conteúdo foi produzido em exclusivo para o Jumbo.

Como Organizar as Refeições da Semana

28.01.18 | Vera Dias Pinheiro

"Na gestão do meu dia-a-dia sei que há um aspecto a ser melhorado e que, consequentemente, contribuiria para uma optimização do meu tempo e especialmente das rotinas familiares. Estou a falar do planeamento das refeições. Tenho a certeza que muitos de vós entendem o que quero dizer, pois vivo naquele dilema entre o querer variar as refeições e os ingredientes o mais possível e a necessidade de conseguir ter tudo organizado para que a cada dia não seja uma incógnita, forçando-me a idas sucessivas ao supermercado.


No fundo, quando penso na organização das refeições semanais de família, penso numa forma de nos alimentarmos melhor, pois não evitamos o improviso, mas ao mesmo tempo, numa óptica de poupança. Pensar previamente nas refeições terá a vantagem de nos permitir construir uma espécie de puzzle em torno da nossa despensa que interligue os ingredientes que temos, mais alguma coisa que se compre estrategicamente, para que, no final, se consiga uma rentabilização maior. E talvez seja essa a razão pela qual eu nunca conseguir levar para a frente esta questão do menu das refeições semanais. Em vez de se tornar algo prático, sinto que acabo por ficar demasiado presa ao que está definido e, como tal, acabo por ir muito mais vezes ao supermercado durante a semana.


Sendo assim, e tomando este assunto (ainda) como uma resolução de ano novo, pedi ajuda a quem entende mais deste assunto do que eu. Convidei a Mafalda Freitas, autora do Mafabulouscook, mãe de dois filhos e perita em transformar sobras em pratos gourmet, a ajudar-me a estruturar esta organização das refeições semanais (...)."

Posto isto convido-vos a todos a lerem o artigo completo assim como a darem uma vista de olhos nas dicas da Mafalda (para organização das refeições da semana) que tomou como ponto de partida o tempo e a disponibilidade de cada casa e família na públicação deste mês no site do Centro Comercial Alegro.


Como Organizar as Refeições da Semana - Dicas para quem tem 30, 60 ou 120 minutos


organizar as refeições da semana 

Espero que vos sirva de inspiração para uma semana mais organizada e que isso, por sua vez, se traduza em mais tempo de qualidade. :)


Uma boa semana a todos.


   

*Este conteúdo foi produzido em exclusivo para o Alegro.


Ser mãe de menina... todos os meus medos!

27.01.18 | Vera Dias Pinheiro

Tinha tudo controlado para que o segundo filho fosse (mais) um menino. Como? Tinha sido o melhor e mais experiente ecografista do hospital a dizer-nos. Segundo ele, com o que via, dava-nos 99% de certezas de que era um menino e quando assim era, era muito difícil ter surpresas. (O que ele queria dizer é que quando há sinais de que é um menino, dificilmente aparece a a menina, já o contrário é mais provável. Uma teoria que se revelou muito pouco credível, como se vi, pois mãe de menina eu seria.)


Para mim, aquele cenário, era o melhor dos dois mundos. Podia aproveitar alguma roupa do irmão, já sabia como funcionavam os meninos e tinha a desculpa perfeita para fugir à roupa pipi e deixá-lo andar confortável (e com estilo) como o irmão. Para além disso, não tinha que pensar em alterações no quarto, não previa ter que alargar a zona dos brinquedos a carrinhos, bebés, malas e outras coisas do universo feminino. E, acima de tudo, o facto de ser um menino dava-me alguma "tranquilidade", porque no mundo deles tudo é mais fácil, mais prático e descomplicado.


Porém, quis o destino que, daí a semanas, quando ia tranquilamente (e sozinha) fazer a ecografia morfológica, que o tal improvável acontecesse. No dia em que as minhas preocupações se prendiam apenas com o facto de saber se o bebé estava bem, se tudo estava dentro dos parâmetros normais, etc... saí de com a certeza que esta segunda vez iria ser ainda mais desafiante e de maior descoberta. Estava grávida de uma menina. Eu ia ser mãe de menina.


Estava longe de perceber o que o ecografista queria dizer quando me pergunta se o primeiro filho era um menino ou uma menina, mas já estava de olhos muito abertos a tentar decifrar a imagem no ecrã à procura daquilo… que não estava lá. Eu e o meu marido tínhamos “feito a coisa bem feita”, dizia ele. Pedi para confirmar uma segunda vez, mas contra factos não há argumentos e quando as lágrimas que começam a cair pelos olhos, foi todo um misto de emoções, mas que refletiam também o meu receio em achar que não estaria preparada para ser mãe de uma menina... a minha menina.


Levei tempo a recompor-me, dias até conseguir partilhar com os amigos. Cá dentro debatia-me com tantas inseguranças. Lidar com um ser humano exactamente como eu, cheio de hormonas, querer que sejamos amigas e com medo que ela me queira mais distante, lidar com as suas inseguranças sem que veja como uma rival, e tantas outras. No fundo, tinha muito medo que a nossa ligação fosse muito mais distante do que é com o Vicente, que ela fosse mais independente, mais senhora do seu nariz. Tudo isso tocava nos meus pontos fracos.

Depois e em termos práticas, sabia que nunca ia ter uma filha que andasse sempre de vestido, toda a condizer, arrumadinha, penteada. As minhas amigas gozavam comigo quando diziam que não sabia vestir uma menina. E a verdade é não sei mesmo, ainda me baralho me toda, falta-me sempre roupa, enfim. Depois, não tenho tendência para as saias e vestidos; para os folhos e laços. Gosto que andem bem, mas que andem descontraídos e confortáveis acima de tudo. Não compro roupa em lojas caras, de tendências ou de marcas xpto para eles. E sou demasiado racional para me perder em de decoração feitas ao detalhe.


Naturalmente que me fui igualmente apaixonado por aquela barriga e pela minha menina. E ela deixou-me ser uma grávida igualmente bonita e luminosa (ao contrário do que dizem). E claro que quando a tive nos meus braços pela primeira vez que voltei a apaixonar-me ainda mais. Logo naquele momento deixou transparecer a sua força e determinação. Foi a cúmplice perfeita para o momento do parto. Ajudou-me a fazer as pazes comigo e, de certa, forma a nascer de novo (juntas).


E em apenas quase dois anos de vida, o seu jeito delicado deu lugar a uma personalidade muito forte e vincada (que não deixa ninguém indiferente), a alguma teimosia e muito desenrascanço. E isso revela-se em coisas tão simples como o andar despenteada, as brincadeiras com as bolas e os carros, o subir o escorrega em pé sozinha, às asneiras que faz e à quantidade de nódoas negras e galos que vem tendo.


A Laura é daqueles filhos que nos deixam constantemente com o coração nas mãos, mas que ao mesmo tempo nos surpreendem constantemente com as coisas que fazem e a forma desenrascada com que aprendem tudo aquilo que é essencial ao seu dia-a-dia. E, como tal, é muito mais independente que o irmão.  É uma menina que tem o seu estilo próprio e o qual eu me recuso a "mascarar" com roupas que nada tem a ver com ela ou com a sua personalidade.


O momento que marcou a sua emancipação foi quando deixou por iniciativa própria a mama, depois de meses e meses sôfrega de noite e dia. Quando estava prestes a fazer um ano, não quis mais. E largou para nunca mais voltar sequer a pensar no assunto.  Talvez por isso, me derreta sempre quando é a minha companhia que ela procura. Quando corre para a porta quando eu chego. Quando me dá beijinhos e abraços sem eu estar à espera.


Mesmo que quisesse, não dá sequer para comparar o Vicente e a Laura em nada. São tão diferentes um do outro e talvez por isso, se completem tanto, preenchendo-me ao ponto de eu dizer que não há espaço (nem vontade) para ter outro filho.


Ainda assim, continuo a achar que os desafios vão ser maiores, que vou sentir sempre alguma fragilidade porque sermos ambas mulheres e por termos as duas o mesmo tipo de hormonas. Mas espero conseguir fazê-la entender que tem aqui uma mãe com vontade de estar próxima, que é compreensiva e que pela sua história de vida, vai tentar julgar menos e acompanhar mais, proibir menos e ser mais atenta.


Não estava preparada para ser mãe de uma menina, sim, é verdade! No entanto, a Laura era a peça que faltava na minha vida, ajudou-me a fechar um ciclo e sei que tal como o irmão, vai ter muito para me ensinar enquanto mulher e ser humano. E, cá entre nós, fico cheia de orgulho por ver como tem personalidade e sentido de humor ao mesmo tempo, mesmo com todas as dores de cabeça que isso me possa vir a dar para tentar moldar e trabalhar.


Querida Laura... como é possível que dois anos já quase se passaram?
mãe de menina

Viajar sem filhos? | Madrid à boleia com a C&A

25.01.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Há cerca de duas semanas atrás, a minha quinta-feira tinha começado bem cedo. Tinha pela frente um dia bem diferente. A convite da marca de vestuário C&A, embarcaria no avião para ir até Madrid, na vizinha Espanha, para conhecer a nova colecção Primavera-Vera, que nos dá a conhecer um novo conceito. Aquela que seria a minha primeira vez a viajar sem filhos.

 

Estamos perante uma postura que procura a consciencialização (e aceitação) de nós próprios e do nosso corpo, assim como a aposta na sustentabilidade.

 

Não levei muito tempo a decidir se iria aceitar ou não. O bichinho de quem adora pôr o pé no aeroporto, nem que seja para uma viagem que nem dura 24 horas, fala sempre mais alto. Para além disso, a marca em questão é já uma presença assídua por aqui, como sabem, e isso só acontece quando a mesma nos oferece a confiança e quando acreditamos nela para tal.


Desde o primeiro momento em que fui convidada a explorar muito mais a marca e as lojas, que acabei por me identificar e até habituar-me a fazer compras para toda a família. A qualidade e a óptima relação qualidade-preço são, à partida, um óptimo atractivo. E não menos importante o facto de poder vir acompanhando o lançamento de colecções cada vez mais frequentes e mais variadas, especialmente no que toca à moda infantil, da qual sou muito fã.

 

No entanto, as mudanças que vão surgindo não assentam somente nas colecções, seja mulher, homem ou criança. A renovação da imagem das próprias lojas torna-as também mais atractivas e apelativas. Com efeito, o conselho que vos deixo é o de estarem muito atentos às novidades que aí vêm para a Primavera-Verão, porque vão ficar surpreendidos, tal como eu fiquei, com este movimento Wear the Change.

 

Bravo C&A! Muitos parabéns por esta nova colecção e obrigada por me teres levado até Madrid, em tão boa companhia, para a ver em primeira mão.

 

Quanto à experiência em si (de viajar sem filhos), foi espectacular. Sim, foi muito cansativa também, mas dizem (e bem) que quem corre por gosto não cansa – quer dizer, cansa, mas cansa feliz 😊. Foi a primeira vez que estive tão longe dos meus filhos, ainda que por tão pouco tempo, e a primeira vez que voei sem filhos, após a maternidade.

 

A sensação de liberdade e de leveza, não vou mentir, foi muito boa. Quem está tão presente na vida dos filhos, sabe o quão desgastante para a nossa vida “de adulto” isso pode ser. E há cinco anos que eu vivo para a família, que os programas são em família, as férias, as viagens, tudo... E independentemente de ser maravilhoso – que é - a verdade é que há uma parte de nós que, com o tempo, vai sentido vontade de se soltar. E digo-vos mais, teria aguentado se tivesse que ter passado a noite fora. Acho inclusivamente que me teria feito bem.

 

No final destes cinco anos, já sinto necessidade de descansar a sério, de poder dormir descansada, sem sobressaltos, de acordar sem pressão e de não passar o dia inteiro preocupada com alguma coisa, sempre atenta e em vigia constante. E, dessa forma, carregar baterias para estar com eles ainda com mais entrega e paciência.

 

E, no final daquele dia, soube igualmente bem chegar a casa com aquela saudade de quem esteve fisicamente muito longe e de os apertar com muita força e dar-lhes beijos e mais beijos!

 

Se calhar, é um sinal de que eu, mãe-Vera, já estou preparada para largar o ninho. Será? E a pensar que este ano já seria capaz de viajar sem filhos para uns dias de férias. 😊

 


nova coleccção C&A Madrid

 

Boa noite.

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