Primeiro, os filhos. Obviamente que era com eles que tinha que iniciar esta retrospectiva de 2017. São eles a parte mais importante do meu ano e da minha vida, a partir do momento em que fui mãe pela primeira vez. 2017 foi talvez o ano mais exigente em termos de maternidade. Fisicamente foi desgastante, eles absorvem todo o meu tempo e psicologicamente tem sido uma superação no meu esforço de ser a melhor mãe (de dois) que consigo ser. A nível pessoal tive alguns contratempos que nem sempre me fizerem estar à altura deste papel, mas sei que, na pureza dos seus corações de criança, pervalecem os momentos bons. Fico feliz por conseguirmos continuar a viajar e por perceber que eles são meninos que se adaptam e que gostam. Sou uma mãe (cansada) mas muito orgulhosa tanto de um como do outro. Em 2017 a Laura fez um ano e o Vicente prepara-se para uma nova fase, a dos cinco anos.

E embora não seja a maternidade que me resume, ela é fundamental na pessoa que sou hoje. Muita da força, enquanto mulher, e da minha determinação em ser feliz e realizada vem daí e do exemplo que eu quero passar para eles e para a sua vida.

Em segundo, o trabalho. 2017 foi o ano em que me tornei trabalhadora por conta própria. Algo que acabou por ter o efeito positivo de legitimar aquilo que faço enquanto profissão e com isso, um sentimento de orgulho por trabalhar na área que amo e na qual me licenciei, a Comunicação. Depois de ter deixado uma carreira segura, talvez nunca mais venha a sentir o que isso é e não é que me assuste. Na verdade, não tenho receio em trabalhar seja nesta área seja noutra. No entanto, não posso deixar passar a oportunidade de agradecer a todas as pessoas que, a nível profissional, marcaram 2017 (e os seguintes, espero) de forma tão positiva. Grande parte da minha confiança e motivação deve-se a cada uma destas pessoas e a todas as oportunidades e desafios que me lançaram. Chego ao fim deste ano mais segura, mais consciente do meu valor e com a certeza de que existe um lugar para mim neste mercado.

Agradeço ainda o facto de não baixarem os braços em mostrar (junto das marcas) que os números são mais um elemento de ponderação, entre tantos outros. Agradeço ainda por me deixarem sempre ser quem sou, por me permitirem escrever com a profundidade que eu aprecio e com o respeito por quem me lê. Agradeço por todas as críticas construtivas, conselhos e opiniões, é com isso que tenho crescido e aprendido. Do meu lado, quero que saibam que o compromisso vai continuar a ser o mesmo: dar o meu melhor com o sentido de responsabilidade com que encaro esta profissão. Obrigada do fundo do coração.

E por fim, eu! A mãe, a mulher, a filha, a amiga, a blogger... no fundo, a Vera que luta diariamente para ser feliz e para se sentir realizada com as decisões que toma. Chegar até aqui não tem sido fácil, mas tem sido compensador. Chegar até aqui tem me custado muitas horas de sono, mas tem valido a pena. Chegar até aqui, tem me feito acreditar que os nãos fazem parte do crescimento e que por muitos nãos que podemos ouvir, haverá sempre um sim. Chegar até aqui faz-me sentir orgulho de mim mesma, pois quando me despedi tinha apenas dentro de mim a enorme vontade de tornar o meu sonho realidade. Chegar até aqui tem sido com um esforço constante em manter a motivação mesmo quando rumamos contra a maré, quando nos sentimos sozinhas, quando nos decepcionamos, quando acordarmos e não há nada que nos incentive a escrever ou quando somos invadidas pelo sentimento de que somos apenas mais uma entre tantas.

Sem modéstias, gostava que soubessem que eu adoro o que faço, adoro contar histórias, adoro o desafio de encontrar em determinada marca o eixo de comunicação para com o meu público, percebendo o que tem de especial e o que tem a ver comigo. Gosto de conhecer pessoas, de conversar, mas que não seja apenas por circunstância – e não, o meu interesse não é forçado. Gosto de não ter propriamente uma rotina, de ter experiências diferentes e de experimentar coisas novas.

Sei onde quero chegar e não tenho presa, acredito no trabalho consistente e de valor e acredito que mais cedo ou mais tarde, o reconhecimento vem. E ele vai-me chegando e das mais diversas formas. Através dos leitores, das marcas, das agências, da família e até das pessoas que não conheço e que me dizem aquilo que eu encaro como sendo o melhor elogio para mim. Por exemplo, que me seguem porque gostam de me ler – porque eu não escrevo propriamente texto curtos – e que sou uma inspiração pela minha coragem (que escondeu todos os meus medos).

No fundo, sou uma mulher como tantas outras, tenho tanto defeitos e tantas qualidades como vocês, a minha casa também fica desarrumada e os meus filhos são tão normais quanto os vossos, eu também choro, berro, peço desculpa… Sou humana.

Talvez aquilo que eu posso fazer de diferente é a força com que me agarro ao presente e às mínimas coisas como grandes oportunidades para mim, sem pensar na recompensa, no pagamento ou no dia de amanhã. Eu sou daquelas que põe o coração e alma no que faz, para o bom e para o mau, porque não sonho com mais do que aquilo que me permite ser feliz. E eu já tenho muitos motivos para ser muito feliz e, por isso, estou grata a todas as voltas que o universo tem dado, mesmo as mais difíceis, para me fazer chegar até aqui.

Não me posso esquecer ainda de mencionar:

Não podia deixar de referir estes parceiros (amigos?) importantes que fiz ao longo deste ano e que contribuíram para que eu me sentisse melhor comigo e com o meu corpo, cada um dentro da sua especialidade. Afinal, “mulheres nutridas, famílias felizes”. Certo?

Assim como a psicóloga Tatiana Louro e a enfermeira Carmen Ferreira pelo importante contributo que têm dado para o blog.

Para 2018 desejo essencialmente continuar a fazer o caminho que tenho feito até aqui. Tenho projectos, ideias, objectivos. Tenho aspectos a melhorar e outros a valorizar. No fundo, é conseguir manter a força de vontade e motivação que tenho tido até aqui com a certeza que tenho muitos motivos para ser grata!

Feliz 2018 para todos!

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