O Vicente está prestes a fazer cinco anos e está a tornar-se num rapazinho bastante curioso, argumentativo, interessado e muito preocupado com o porquê das coisas. Sinto claramente que aos poucos está a entrar numa outra fase da sua vida. E isso tem implicado um certo reajuste das actividades e brincadeiras que fazemos com ele. Paralelamente às brincadeiras que tem com a irmã, sinto alguma necessidade de ter tempo para explorar coisas novas com o Vicente que realmente venham ao encontro daquilo que esta nova fase requer.

Ainda assim, no que toca a brinquedos, sou muito adepta dos brinquedos em madeira, simples, e sou muito pouco dada a modas ou a brinquedos tecnológicos. Acho que as crianças ficam a ganhar com a simplicidade, pois considero que é algo que acaba por puxar muito mais por elas. Contudo, não deixo por isso de conhecer e testar outros brinquedos mais sofisticados, como é óbvio. As crianças são curiosas, são impactadas (e nós também) e é bom conhecer e reconhecer o valor de outras coisas quando merecedoras.

Uma das perguntas que as mães me fazem com mais frequência, quando falo de um brinquedo em particular ou que esteja muito em voga naquele momento, é se realmente valem o investimento. Ou se, daí a dias, irá estar encostado a um canto como tantos outros. É uma pergunta difícil de responder em alguns casos. Cada criança é uma criança, no entanto, eu acho que também depende muito da nossa participação e do nosso interesse pelas próprias brincadeiras. Ensinar as crianças a brincar e brincar com elas faz tudo parte do mesmo.

No entanto, há coisas que percebemos logo à partida que nada irão acrescentar de valor à vida das crianças e eu sou completamente contra o comprar só por comprar. Ao passo que, depois, surgem no mercado brinquedos com algo de diferenciador, com um propósito mais consistente e que, de facto, podem contribuir qualitativamente tanto para as brincadeiras como para a educação das crianças.

E foi neste sentido que aceitei o desafio para testar com o Vicente o tão falado Doc da Clementoni. Já conheço a marca e gosto bastante dos jogos didácticos. Porém, relativamente ao Doc, sabia apenas que era um robot e pouco mais. E foi ao conhecer o programa “educativo” em que está inserido e o facto de estar a ser recomendado para auxiliar o apoio a crianças com necessidades especiais que despertou o meu interesse.

doc by clementoni

Muito resumidamente, para quem não sabe do que estou a falar, o Doc é um robot educativo falante, que vocês vêm nas fotografias. Ele fala, interage connosco, seja a dar-nos instruções, seja a receber. Vem acompanhado com um tapete modular composto por 26 cartões de jogo e 16 cartões direcionais de dupla face. No fundo, podemos interagir com o Doc num modo livre ou em modo “jogo” e aí é ele a desafiar-nos mais.

Este brinquedo está recomendado para crianças entre os 4 e os 7 anos, contribuindo para o desenvolvimento do vocabulário, da criatividade e das capacidades matemáticas.

E agora a nossa experiência, que ainda não está longe de conhecer a fundo todas as potencialidades do Doc. Havia muita curiosidade por vê-lo a funcionar e o Vicente ficou um pouco frustrado por não estar a conseguir perceber de imediato o que era suposto fazer. Essa parte tem sido boa para que ele, pois tem-se posto a prova e temos trabalhado a motivação dele para não desistir logo à primeira. Até para mim, não é imediato que acerte tudo logo à primeira.

No fundo, tudo se baseia nas instruções que damos ao robot para cumprir determinada tarefa e que ele memoriza para depois executar. Ou, então, é ele que nos diz onde é que quer chegar e nós temos que traçar um trajecto e dar-lhe as instruções exactas.

A verdade é que nos pôs a todos sentados no chão de volta do Doc um bom tempo. Tempo esse que estivemos com o Vicente a brincar com ele e que ele nos agradeceu, naturalmente. E todos fomos desafiados por este robot falante.

doc by clementoni

O preço deste brinquedo varia entre os 29,95 e os 35,90 euros, de acordo com o ponto de venda.

Resumindo, o DOC estimula:

  • Capacidades lógicas e de observação;
  • Conhecimento e compreensão do mundo;
  • Autonomia;
  • Memória criatividade e fantasia;
  • Sociabilidade;
  • Habilidades Manuais.

A decisão de comprar ou não, essa já fica do vosso lado 🙂

Bom dia!

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