Hoje é o último dia do mês de Novembro e houve um ciclo na minha vida que se fechou. Sendo assim, acho que posso afirmar que consegui retirar a lição certa de tudo o que aconteceu nos últimos tempos e, se há um ano, eu estava a abraçar uma nova vida ao despedir-me, pelo meio de tudo o que de bom isso me trouxe, caminhei por vales e montanhas. Nem sempre consegui estar serena e confiante. Por vezes, tentei encontrar atalhos para não passar por uma ou outra situação. Mas não valia a pena, estava escrito que tinha que passar por tudo isto e quando finalmente “cheguei lá”, numa semana tudo aconteceu e tudo se resolveu.

Querido Novembro és o meu mês do tudo e do nada, o mês das tormentas, mas também das conquistas. És o mês que me deita por terra, que me faz sentir insegura, frágil, que me faz pensar em desistir de tudo. No entanto, se te analisar com algum distanciamento e imparcialidade, és o mês que me faz sempre renascer e tornar uma mulher mais forte e mais segura de si. És o mês que me faz acreditar que o desfecho de tudo depende praticamente apenas de mim e da minha capacidade para lidar com os obstáculos. Para isso, basta-me ser capaz de cumprir a árdua tarefa de “aprender” as lições no momento certo.

No meio de tudo, foram os meus filhos os mais sacrificados. Foi com eles que perdi mais vezes a paciência e, muitas vezes, me quis alhear das obrigações. Sei que, nas ultimas semanas, não consegui dar tudo em tudo, mas agora o tempo é para eles. Agora vamos de férias e mesmo que os miúdos sejam sempre miúdos em qualquer parte do mundo onde estejam, mudar de ambiente de alguma forma dá-me um boost de energia. Sei que, em férias, vou obrigatoriamente estar mais relaxada e mais descontraída com as rotinas e com eles. O objetivo é estarmos juntos, em família e aproveitar ao máximo.

Querido Novembro contei os segundos de cada dia para chegar até aqui. Não ajudaste e fizeste os dias parecerem mais longos e mais difíceis, mas eu mantive-me o mais firme possível e esperei – só eu sei como esperei, só eu sei como foi difícil conter a ansiedade e os nervos. Mas, finalmente, fechou-se um ciclo e há um ano que está prestes a terminar. Daqui para a frente, não sei bem o que me espera, não sei que mais provações estarão por chegar.

Contudo e se não for pedir muito, deixem-me só tirar umas férias desta vida de adulto, dos problemas, das burocracias, das complicações e tudo o resto. Se não for pedir muito, deixem-me só gozar os dias de forma leve e descontraída, sem ter que fingir que está tudo bem. Deixem-me só assim, nesta simplicidade da vida uns tempos, se não for pedir muito.

Adeus Novembro, voltamo-nos a cruzar no próximo ano! Até lá, fica bem!

 

 

Photo Credits: Lovetography

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