Está a aproximar-se a hora de começar a preparar as malas para as nossas férias de Natal. Numa semana intensa e com muitas coisas para deixar concluídas, numa semana em que fechei um ciclo, em que encerrei capítulos da minha vida, estas férias chegam no timing perfeito. O ideal seria mesmo conseguir relaxar, mas não vão ser esse tipo de férias. Para além disso, por mais que eu tente, na minha cabeça acciona-se um chip que me leva a aproveitar cada minuto, cada dia desses momentos.

Mas obviamente que enquanto estou a dar o litro, por um lado, para terminar todos os trabalhos que tenho agendados e para adiantar alguns conteúdos para aqueles dias. Por outro, a minha cabeça já não pára de pensar em coisas como: “Onde raio meti o saco do carrinho, muito quente, e que é mesmo preciso levar?” ou “Onde estará a capa da chuva, pois só encontro a do ovo?” ao mesmo tempo que já começo a pensar nas roupas dos miúdos, na minha, se é preciso comprar mais alguma coisas, etc… Ah! E também quero fazer a árvore de Natal antes de irmos e não quero que seja uma coisa feita a despachar.

Enfim, na minha cabeça geram-se mil pensamentos, há mil coisas para tratar, outras tantas no dia-a-dia para fazer e já sei que o stress das malas vai acontecer mais uma vez. Das duas uma: ou consigo estar muito bem disposta (e isso implica está descansada) ou então, já sei que vou-me irritar porque inevitavelmente vou sentir:

Que ninguém me vai ajudar, que deixam tudo à minha responsabilidade, que acham que eu sou infalível e que não me esqueço de nada. Vou sentir que, por vezes, que alguém assumisse as rédeas por mim.

Nada para o qual eu não esteja preparada, sem bem não é por isso que estas coisas deixam de acontecem.

O relaxe só vai chegar quando entrarmos no aeroporto e sentirmos aquela adrenalina de quem vai viajar. Perfeito, só mesmo com tempo suficiente para ver as lojas – que nunca – e para tomar um café. Depois é (só) mais um bocadinho de stress até nos sentarmos no avião e uma incógnita sobre como correrá a viagem. Carrinhos para deixar à porta do avião, mochilas e casacos e duas crianças, uma de colo, um corredor apertado, muitas pessoas, todas com muita pressa de entrar e sentar, um calor insuportável até o avião levantar voo. Depois, é só esperar até chegarmos, passar pelo mesmo na saída, mas já mais tranquilos. E, por fim, respirar profundamente e embarcar em mais uma aventura.

Por tudo isto, o que me custa mais é sempre a parte de fazer as malas e a partida. Porque é quando a exigência é maior, é quando é preciso pensar e organizar mais; outras vezes, é só mesmo uma questão de inspiração. Mas, lá está, para haver é preciso que o nosso estado de espírito esteja menos acelerado.

E, nas últimas semanas, eu tenho andado tudo menos zen! Senti mesmo que tinha que abdicar de algumas coisas por ter consciência que não podia fazer tudo. Muitos dos eventos, por exemplo, para os quais fui convidada, tive que declinar, outros nem consegui ir. Contudo, a vida é mesmo assim: aprender a fazer escolhas e, no fundo, escolher aquilo que nos dá prazer, em primeiro lugar, a nós. Ao longo deste último ano uma das coisas que mais tenho aprendido é a valorizar o meu tempo. Numa altura da minha vida em que supostamente teria tempo para tudo, apercebi-me que é precisamente o oposto.

E isto é bom, muito bom, pois temos sempre muita dificuldade em nos valorizar a nós próprios, especialmente quando trabalhamos por conta própria e o item “mão de obra” fica, muitas vezes, esquecido. Quando é precisamente no valor do nosso tempo e do nosso empenho que está a nossa grande mais valia e de onde vem também aquele que é o nosso factor diferenciador.

Hoje é quarta-feira, foi mais um dia cheio, amanhã será igual, mas depois é altura de abraçar os meus filhos, de agradecer por tudo o que tenho e pela forma como a própria vida se encarregou de me ajudar a resolver os meus problemas. Não há volta a dar, há momentos em que temos que aprender aceitar – por muito que nos custe – e confiar que nada acontece por acaso, pois, no final, o desfecho, seja ele qual for, vai ser sempre o melhor para nós. Certo? 🙂

E, entretanto, alguns dos meus essenciais para levar na mala para estas férias, que eu recebi e que já estão de parte para não me esquecer.

  • Um cachecol tipo manta versátil e de uma cor que dê com tudo e umas luvas.

Ambos são da marca Cortefiel.

  • Hidratação para as mãos e lábios, que ajude a proteger do frio. Experimentei estes dois produtos da marca Uriage e gostei. Portanto, também já estão na lista para ir.

E para quem viaja com filhos não se esquecam de ler o meu Guia Básico para viajar com crianças 🙂

Boa tarde.

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