Já devem ter reparado que ao fim-de-semana muito pouco tenho consigo fazer para o blog ou para o Facebook do blog. Às vezes, lá surge alguma coisa de inspiração e em pouco tempo, tenho um conteúdo; ou, então, vejo alguma coisa me me suscita o interesse e partilho; outras vezes, consigo ter tempo e “ambiente” para fazer fotografias giras. Mas outra vezes, não há nada! Rien! O que ainda se vai safando é mesmo Instagram, por ser mais imediato.

Porém, a verdade é que é nessa fase (de pais) em que nos encontramos, não há muito tempo para desfrutar de o que quer que seja. Estamos numa fase em que parece que somos engolidos pelo Vicente e pela Laura e que, ao fim do dia, quando adormecem (finalmente) estamos tão cansados que adormecemos com eles. O que nem sempre é bom, pois despertamos lá pela 1h da manhã meio atarantados sem saber muito bem o que se passou.

Com uma diferença de pouco mais de três anos entre eles e um com cinco anos e uma com 20 meses, somos atropelados pelas exigências. Com a Laura é tudo muito mais físico (colo, correr atrás, antecipar, sem num estado de alerta constante e que, ao mínimo descuido, dá asneira) e o Vicente com uma exigência psíquica capaz de tirar a paciência a um santo. E eu, confesso, que estou numa fase já bem distante desse patamar.

De alguma forma, isto vai melhorar com o tempo, embora com outros desafios, claro, mas esta “labuta” de quando se está com eles neste momento está quase a vencer-me.

Entre o momento em que o primeiro acorda e que o último adormece, eu nem dou pelo tempo passar e claro que é ao fim-de-semana que tudo é mais intenso e concentrado. Não somos seguramente caso único com um filho a dizer que não quer sair de casa, enquanto o outro já está a abriu uma embalagem de creme e se transformou num boneco de neve. Com um a mudar de temperamento num estalar de dedos e outra que não faz nada do que lhe pedimos. Com um que não quer que a irmã mexa nos brinquedos e outra que pede colo de cinco em cinco segundos. E não será preciso continuar…

Ao fim do dia acrescenta-se mais um elemento “perturbador”, o stress! Choram em conjunto, gritam em conjunto, escalam na euforia até sabermos muito bem onde é que aquilo vai dar. Nisto são super amigos, ao mesmo tempo que uma pessoa tenta não queimar o jantar e, não raras as vezes, tenta não perder o raciocínio para aquele e-mail urgente que está a tentar responder e ainda tenta não perder o sorriso quando o marido chega a casa.

Ontem, numa birra despropositada do Vicente enquanto regressávamos a casa os dois a pé, pedi-lhe para fazer o mesmo com o pai. Para não ser apenas comigo, pedi-lhe mesmo a sério! Se calhar, deixava de passar por exagerada quando levanto a voz. Se calhar, uma mãe exausta também perde a paciência com mais facilidade. Não sei, digo eu!

No sábado de manhã fomos ao Oceanário, a convite do Pingo Doce, a propósito na nova colecção Super Animais 2, uma campanha que já reverteu um valor bem interessante a favor do Oceanário. Aceite por todos os motivos, por nós, pela Laura para quem era a primeira vez e pelo Vicente que está cada vez mais interessado. Para além disso, recomendo vivamente, pelo menos por uma única vez, tentarem fazer uma visita guiada, porque é mesmo espectacular. Aprendem os miúdos e aprendemos nós!

Mas julgam que vi alguma coisa durante a visita ao Oceanário? Nada! Para chegar a horas é aquele filme que já todos conhecemos e depois é, nestes momentos, que os dois querem o meu colo, que querem os meus braços ou a minha atenção. É óptimo ter uma filha despachada, mas é óptimo para ela. A vida destes pais, até que estes pequenos seres se transformem em pessoinhas que representem o menor perigo possível, é como andar numa montanha russa a grande velocidade. De olhos no chão para não a perder de vista, sempre atrás sem agarrar porque ela não quer, mas a tentar agarrar para que ela não se atirasse para o banho com as lontras ou que não fosse apanhar “flores” para a floresta tropical. Também foi preciso controlar a excitação para não bater no vidro dos aquários e colocar a vida marinha toda num alvoroço. E no meio de tudo isto, o Vicente que para se soltar, não me pode perder de vista. Saí de lá toda torta por ter andado com a Laura no “colo da anca”. Sabem qual é? Aquele colo quando os encaixamos de lado, no osso?

Estas são as fotografias que resumem na perfeição a minha passagem pelo Oceanário:

Como se vê: a postura de mãe, o olhar de mãe… tudo o que é de mãe esta aqui.

E no domingo o que fizemos? Eu só pensava em não fazer nada. Pensava e sonhava que que os dois dormiam até mais tarde; que se entretinham a brincar mais tempo sozinhos ou em conjuntos, desde que sem os típicos gritos de guerra e os choros. Mas, na realidade, não foi nada disto que se passou e eu adormeci com o Vicente quando o fui deitar. Pessoalmente, começa a fazer-me confusão esta “desordem”, talvez por não existir uma separação entre aquele que é o meu ambiente de trabalho, o dos filhos e o da casa que, no fundo, é mais um trabalho com uma carga horária exigente.

E pronto, do nosso fim-de-semana é mesmo isto. Não é tão bom sinal quando chegamos ao seu fim com este tipo de sentimentos e não me deixa confortável saber que não estou a conseguir aproveitar o tempo inclusivamente com eles. Mas, por outro lado, vamos encarar isto com um importante sinal de que é preciso preciso abrandar o ritmo, rever prioridades, talvez de uma nova organização e, até mesmo, de uma mudança de estratégias.

 

E entretanto, mamãs com bebés da idade da Laura, já levaram os vossos filhotes ao Oceanário? Se sim, como correu?

Para os fãs deste programa, não se esqueçam que existe este cartão: E se pudessem viver o Oceanário sem limites?

Boa noite 🙂

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