Tenho um filho do género masculino e eu – talvez, na minha ingenuidade – achei que o cromossoma que faz com “os homens sejam todos iguais” podia ser travado face à determinação desta mãe. Cheia de mim (mesma) dizia muitas vezes ao meu marido que se mudasse 1% que fosse no meu filho “homem” já me daria por muito feliz. No entanto, à medida que o tempo vai passando e ele crescendo, uma certa dúvida paira sobre mim, enquanto mãe de menino….. Será que estou mesmo a conseguir? Será que, afinal, existe mesmo um gene imbutido no sexo masculino e que, venha quem vier, niguém vai conseguir mudar isso?

Eu vou dar-vos alguns exemplos claros que me têm feito pensar que, se calhar, não adianta muito andarmos a “culpar” as mãezinhas dos nossos companheiros, porque é deles – é de-les!

11 Factos que me fazem pensar que, afinal, os homens são mesmo todos iguais e que isso já nasce com eles:

  1. Dizer que não encontra uma coisa sem sequer tentar procurar;
  2. Não arrumar os brinquedos porque está cansado;
  3. Atirar a roupa para o chão;
  4. Largar os sapatos, o casaco e a mochila no primeiro canto que encontra, mal entra em casa;
  5. Síndrome do esquecimento súbito – por exemplo, andar pela casa calçado, ele sabe que não pode, mas praticamente de todas as vezes que se calça tenho que o avisar para “não andar pela casa calçado!”;
  6. Pedir ajuda para tudo – ainda pede para o ajudarmos a comer;
  7. Ainda nem está doente e já está a dizer que tem febre e que precisa de medicamentos;
  8. Cair, raspar o joelho, ver sangue e paralisar a chorar como se fosse o fim do mundo;
  9. O fingir que não está a ouvir;
  10. Pedir uma coisa, responder que sim, mas não faz ou, então, levar imenso tempo para o fazer;
  11. Arranjar desculpas para justifcar as coisas que não fez e devia ter feito.

E também já percebi que são tudo “sintomas” que se agravam se passar mais tempo com o pai, o que se entende. Afinal, são dois seres com o mesmo gene a dar força um ao outro. Já o contrário também se verifica e se passar mais tempo comigo, lembra-se mais facilmente do que tem que fazer. Dou-vos um exemplo prático:

  • Mãe e filho chegam juntos a casa da escola: o casaco vai para o armário, os sapatos são arrumado no sítio e a mochila é despejada e colocada atrás da porta do quarto.
  • Pai e filho chegam juntos a casa da escola: os sapatos ficam no escritório, juntamente com o casaco, atirado para o sofá e a mochila imóvel num local que não é o dela até ao dia seguinte.

Ainda ontem – meu Deus – o pânico que se instalou entre o ele se queixar da língua e a confirmação de que terá algo ali que anda  entre os sapinhos e o vírus mãos, pés e boca. Não estou a subestimar o desconforto e a dor do meu rico filho, mas houve momentos de um drama que só é típico nos homens quando ficam doentes! Havia momentos em que era praticamente impossivel comunicar com ele ou tentar explicar o que quer que fosse!

No entanto, e agora é o momento de puxar dos galões, há coisas que me enchem de orgulho neste menino que estou a educar e que eu espero que, pelo menos, sirvam para equilibrar o tal “gene”. Por exemplo, ele é extremamente educado, tem uma enorme consciência da existência do outro, coisa rara nos dias que correm, preocupa-se e é carinhoso; gosta de ajudar e sabe fazê-lo, basta que esteja sintonizado para isso, como é obvio, pois, tal como a maioria dos homens, não se pode sentir pressionado a fazer nada. É bastante observador, o que faz com absorva tudo e que, no momento em que é preciso, ele sabe exactamente o que é para fazer, surpreendendo-nos muito. É, por natureza, um miúdo calmo e respeitador do que lhe dizem – pode fazer as suas birras em casa, mas é um miudo muito correcto e bem comportando socialmente.

Mães de meninos chegou a hora de desabafarem! Contem-me tudo: isto soa-vos familiar ou nem por isso? 🙂

Outros posts sobre a maternidade no masculino:

Aquilo que aprendi sobre ser mãe de rapaz – Parte I

Aquilo que aprendi sobre ser mãe de rapaz – Parte II

Boa noite!

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