Já só penso no Outono, tenho vontade de largar as roupas de verão, as quais já não sei mais como reinventar para continuar a usar diariamente. E a verdade é que (ainda bem que) esta semana que passou já deu para sentir o cheiro do Outono, de tal forma que eu já ia toda embalada no espírito não fossem as notícias de nova subida das temperaturas. Nada pior do que o sentimento criado de “falsas espectactivas” face alguma coisa, não concordam? No entanto, a parte boa é que deu para ter vontade (e comer) castanhas assadas, uma das melhores coisas que o Outono nos oferece.

Mas o que se faz num fim-de-semana em que queremos sair, mas em que não queremos pegar no carro, não queremos perder tempo a andar de um lado para o outro, a procurar estacionamento ou mesmo, a enfrentar os aglomerados de turistas? Fica-se pelo bairro e é impressionante como basta deixar o carro de lado para se sentir de imediato o tempo a esticar um pouco mais.

O pior dos fins-de-semana é que parece que temos sempre que fazer uma escolha: ou optamos por andar sempre fora de casa, aproveitando ao máximo tudo o que não fazemos durante a semana e com isso, esquecemos a casa. Na segunda-feira seja o que Deus quiser. Ou, então, optamos por ficar em casa, onde sabemos que não nos falta sempre o que fazer. Porém, passar um fim-de-semana assim nem parece que é fim-de-semana. Falta tempo para o meio termo, pois o tempo que se perde nos “entretantos” não nos permite conjugar tudo nestes dois dias. Pois que, este fim-de-semana, apetecia-me mesmo esse meio termo.

Vivemos numa zona calma e ainda protegida da cidade de Lisboa, pelo menos até chegarmos ao Lx Factory. Eu “ainda sou do tempo” em que ninguém se lembrava daquele espaço para passear e levar a família, em que eram poucos os espaços comerciais e que os mercados eram meia dúzia de bancas. Actualmente, temos dificuldade em passar nas ruas, os restaurantes estão cheios, existe um mercado biológico e as bancas de artesanato e artigos em segunda mão triplicaram, isto dito de forma generosa.

Ainda assim, continua a ser um refúgio pelo espírito, ainda que já não tanto pelas pessoas que por ali circulam – deixou de ser tão alternativo como era – e eu, se passar muito tempo sem lá ir, fico com saudades. Saudades essas que foram todas liquidadas neste domingo! 🙂

O que estou a usar:

Vestido e Casaco // Zara

Ténis // Vans

Mala // Cortefiel

Óculos de Sol // TIWI World

  • Mini Roteiro para passar um domingo no Lx Factory:

1.Brunch no The Terapist, um espaço cujo o lema é “A alimentação cura”. Com efeito, já perceberam que ali comem alimentos que nutrem o corpo e que fogem de tudo o que é processado, açúcares e por aí a fora.

A mim, fez-me especialmente bem, pois não estava muito bem disposta e o meu organismo ia rejeitar tudo o que não fosse saudável.

2. Passeio no mercado de produtos biológicos e não só, encontram também outros produtos nacionais vindos directamente do produtor (até as 16h00):

mercado biológico

3. Não esquecer os artigos em segunda mão e todos os outros de artesanto, made in Portugal, expostos também pela rua.

mercado segunda mão

E ainda:

4. Beber um café e ler um livro na Livraria Ler devagar;

5. Subir até ao terraço do Rio Maravilha e desfrutar de uma vista lindíssima sobre o rio Tejo, a Ponte 25 de Abril e a outra margem do rio.

 

E agora que venha daí mais essa semana. Sendo que…. faltam praticamente dois meses para o Natal. Dá para acreditar nisso?

Boa tarde.

 

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