Talvez, quem só agora se junte a esta comunidade – gosto de pensar em “nós”, eu e vocês que me acompanham, fazendo parte desta viagem, desta forma – se sinta um pouco perdido com algumas das reflexões e textos que publico que acabam por ser uma continuidade de factos da minha vida já mais antigos. E não são todas as leitoras que têm a disponibilidade e a motivação para ler o blog desde o seu primeiríssimo post para poder estar por dentro de todos os assuntos – queria Ana, se me está a ler neste momento, os meus parabéns, pois foste uma grande corajosa ao tê-lo feito! 🙂

E é nesse sentido que há algum tempo que penso em publicar um post em que, muito resumidamente, partilho alguns dos factos sobre mim. Muito provavelmente, este post terá uma segunda edição para evitar que se torne demasiado longo e aborrecido.

E, sem mais demoras, vamos lá ao que interessa:

17 Factos sobre mim:

  • Sempre fui a mais nova da família: a filha mais nova, a sobrinha mais nova e a neta mais nova. Acabava, por isso, por receber uma atenção especial da parte de todos, mas também foi mais difícil perceberem que eu, afinal, também cresci e tornei-me uma pessoa adulta;
  • Sou licenciada em Comunicação Social pelo ISCSP – Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Jornalismo de Actualidade Política. A minha motivação para a escolha do curso foi encontrar algo que me exigisse estar em constante actualização e em busca de informação. Sonhava em poder vir a ser reporter, talvez isso explique a minha constante necessidade em estar em movimento, em ver coisas novas e em viajar;
  • O meu primeiro emprego foi como Relações Públicas/Recepcionista/Faz Tudo numa escola de artes que, entretanto, já fechou. Como era apenas um part-time, durante muito tempo mantive dois empregos;
  • No último ano da faculdade, fiz Erasmus na cidade de Trieste, em Itália, onde vivi durante nove meses. Foi a grande experiência da minha vida a vários níveis;
  • Moro sozinha desde os 18 anos e nunca ponderei voltar para casa dos meus pais;
  • Uma das minhas maiores dificuldades está em lidar com a rotina dos dias. Preciso de estímulos e desafios diferentes, o que por vezes, se torna demasiado cansativo para quem está à minha volta. Porém, a liberdade criativa que o blogue me permite ter, assim como todas as experiências diferentes e novas que traz ao meu dia-a-dia acabam por me preencher bastante;
  • Tenho um sexto sentido bastante apurado, especialmente no que diz, respeito a pessoas. Raramente me engano acerca de alguém e quando não existe empatia ou quando as relações não fluem naturalmente e sem cobranças, eu simplesmente deixo ir;
  • Fui mãe pela primeira vez aos 29 anos e antes de saber, achava que estava… gorda e, por isso, até fazer o teste, achei que seria uma boa ideia iniciar-me nas corridas…. A segunda vez, foi aos 33 e, nessa altura, tive que ser acompanhada por um médico especialista em infertilidade. Felizmente, tudo correu bem;
  • Parti para Bruxelas quando o Vicente tinha três meses e por lá ficamos durante 2 anos;
  • Tenho uma irmã, cinco anos mais velha, mas não somos muito próximas. Facto que acabei por atribuir à nossa diferença de idades e, por isso, sempre quis que os meus filhos tivessem idades o mais próximas possível;
  • Fui tia antes de ser mãe e foi aí que descobri a primeira forma de amar incondicionalmente alguém. O sentimento que tenho pelo meu sobrinho é muito idêntico ao que tenho pelos meus filhos;
  • Já fui fumadora, sim, é verdade! Comecei tarde, acho que por volta dos 20 anos e deixei de fumar cerca de um ano antes de engravidar do Vicente e de forma natural (não por estaria a pensar em engravidar);
  • Fiz solário durante um período da minha vida, acho que um ano. Na altura, era algo bastante em voga, tinha amigos adeptos do solário e, para além disso, torna-se quase viciante andar com uma cor (aparentemente) saudável o ano inteiro;
  • Tive um filho de cesariana e outro de parto normal. Um não consegui amamentar e o outro amamentei até ele querer, praticamente um ano;
  • O meu último trabalho, antes de optar por uma carreira própria numa área completamente diferente – mas que é, afinal, a muito próxima da minha área de formação – foi num banco. Na altura, estava motivada com a possibilidade em vir a enveredar por um departamento dentro da minha área, mas o congelamento das carreiras, entre outras coisas, fez com que estivesse estagnada e completamente desmotivada;
  • A decisão de me despedir foi bastante ponderada e pensada, como devem imaginar, e foi o resultado de um período longo de licença sem vencimento, durante a qual tive das raras oportunidades para me ouvir a mim mesma, sem filtros ou intreferências, descobrindo que eu também podia ser feliz profissionalmente;
  • Actualmente, uma das coisas que mais valorizo na minha vida, foi ter conquistado a liberdade de horários, algo que me permite estar muito próxima dos meus filhos e acompanhá-los desde o dia em que nasceram. É essa liberdade de horários que me permite igualmente ter tempo para fazer as minhas coisas sem sacrificar tanto o tempo para a família.

A minha vida não tem sido de todo uma linha recta, muitas vezes, foi pouco coerente, o que tornou um pouco difícil a minha tomada de decisões. Sinto que todas as decisões que tenho que tomar são sempre de fundo, pressupondo sempre grandes alterações estruturais. Com a idade e com a própria maturidade tenho conseguido ser mais segura de mim, mais assertiva e confiante em tudo o que diz respeito à minha vida, à da minha família, não me deixando afectar pelas opiniões de fora, nem me permitindo vacilar só porque vou fazer diferente do que é supostamente esperado pela sociedade ou pelas pessoas à minha volta. Ao longos dos anos, tenho percebido que isso é uma coisa boa (para mim), é o que me tem permitido encontrar o meu caminho. Portanto, mesmo nos dias menos bons, sou uma pessoa que consegue sempre encontrar motivos pelos quais se sentir grata.

Para que nunca se esqueçam: A vida é boa, agradeçam!

 

(O tema “Factos sobre mim” continua num próximo post)

 

Boa tarde 🙂

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