Sou completamente a favor das rotinas porque acredito que elas permitem um certo equilíbrio nas crianças e nos adultos também. As crianças, ao saberem exactamente como os acontecimentos se encadeiam ao longo do dia, mesmo que tentem desafiar-nos, assegura alguma tranquilidade (de fundo) e, ao mesmo tempo, alguma ordem.

O Vicente encontra-se na fase de desafiar, de tentar adiar o mais possível as tarefas diárias que ele sabe serem essencias e das respostas “parvinhas”. Ainda assim, mal chega a cama adormece literalmente em segundos – a maior parte do dias, pois também tem dias em que lhe custa mais adormecer.

A Laura, por todos os motivos que vocês já sabem, levou mais tempo a entrar num ritmo com rotinas, por isso, só recentemente está a mostrar-se respectiva, o que tem tornado os nossos dias um pouco mais fáceis. Deixamos de travar algumas lutas, acho que só mesmo a hora de dormir à noite, é que ainda é um grande desafio. Sem exageros, é bem capaz de demorar entre uma hora e uma hora e meia para que adormeça – mas dorme a noite toda!

Porém, em ambos os casos, são as rotinas que me permitem andar mais descansada. Sei, tal como eles, como vai ser o dia: a hora da sesta, das refeições, do banho, etc… E o melhor é fazer tudo sem interreupções para que as coisas não descanbem e para que não se perca aquele momento exacto em que se forem para a cama, evitamos birras e gritos à noite – que eu detesto, para mim a hora de ir para a cama deve acontecer de forma pacífica e sem sobressaltos.

No entanto, as rotinas não deixam de ser…. obviamente rotinas! Todos os dias, à mesma hora e da mesma forma, lá estamos nós a executar todas as tarefas que lhes estão inerentes. E esta é a parte aborrecida de tudo isto, sem esquecer todo o resto que se junta também todos os dias e que podemos talvez englobar numa única expressão: a lida da casa! 

Nas minha considerações, quando tenho tempo para reflectir sobre a vida, penso que ter alguém a ocupar-se desta parte mais aborrecida e por assim dizer “rotineira” dos dias, permitia-nos ganhar mais paciência e todo um outro estado de espírito para o que realmente importa, os miúdos! 

Se calhar, isto não vos acontece, mas a mim, quando começo a ter muitos dias, todos eles exactamente iguais, pelo menos a partir de uma certa hora, começo a sentir o efeito oposto. Regra geral, começo a sentir-me mais farta e também um pouco mais lenta, é certo.

Portanto, das duas uma: ou começo a adiar inconscientemente as tarefas, com a consequência de deixar acumular tarefas em cima de tarefas. E, claro, que isto não resulta, porque começamos a sentir a pressão e é nos filhos que acabamos por ver isso reflectido, com mais gritos, mais pedidos irracionais e eles, por sua vez, que sentem o nosso stress, vão-se tornando menos colaborantes. Ou então, faço o oposto: começo a adiantar tudo muito cedo e, depois, passo o dia inteiro sempre com uma tarefa em mãos, perdendo tempo para outras coisas igualmente importantes e urgentes. 

A verdade é que existem momentos em que me apetecia simplesmente passar todas estas tarefas a uma terceira pessoa. De qualquer forma, também não é bom sentir esta espécie de inércia que se abate sobre mim quando vejo os ponteiros do relógio a aproximarem-se da hora. 

E o porquê deste discurso todo hoje? Perguntam vocês… Porque hoje é segunda-feira e lá vamos nós outra vez para a correria do costume. Com dias em somos um ás em casa, com os filhos e com o trabalho; outros em que nos apetece simplesmente atirar para o sofá e ignorar que há pequenos seres a precisar de nós; e ainda sobre alguns dias em que pensamos que, mesmo que chegue o fim-de-semana, isso na verdade não quer dizer rigosamente nada, não é verdade? 🙂 

Boa semana 🙂

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