Foi um fim-de-semana que acabou por ser não mais do que a continuação da semana. Foi um “bónus” para terminar algumas das coisas que não consegui durante a semana. Com efeito, hoje é segunda-feira (outra vez) e eu nem dei pelo fim-de-semana passar. Quer dizer… dei sim e muito bem, graças ao Vicente e a Laura que controlaram por completo os meus dias e o meu tempo, passado a arrumar e a organizar.

Iniciei o fim-de-semana logo cedo com as aulas de natação de ambos – com bastantes peripécias, aliás tem que ser assim, quando vou sozinha com eles, não é?! – e terminei no meio do caos de quem fez uma limpeza geral aos armários dos dois. Esta parte levou-me muitas horas, pois queria fazer tudo “bem feito” e, por isso,  foi mais cansativo. Mas não me arrependo, pois a sensação que hoje de manhã tive, quando fui escolher a roupa dos dois, foi muito boa. Ver tudo organizado, sem correr o risco de escolher uma peça de roupa pequena ou já demasiado fresca. Aaaahhhh que tranquilidade.

Eu não sou compulsiva – não vou travar essa “guerra” com dois filhos pequenos que são dois mini furacões a desarrumar. No entanto, sem dúvida alguma, preciso de organização à minha volta. Preciso sentir que as coisas têm o seu lugar, que não ficam desarrumadas porque não há espaço. Preciso sentir que a energia da minha casa flui livremente. Isso é importante para a minha concentração, para a disposição com que faço as coisas e cuido deles e, também, contribui muito para os meus níveis de stress e ansiedade.

Isto tem sido um percurso feito aos poucos – quem me dera poder contratar os serviços de experts de organização e arrumação. Aliás, tenho passado todo o mês de Agosto a tratar disto, devagarinho, para perceber o que realmente faz sentido e, com isso, tentar ser o mais poupadinha possível. Mas é engraçado como, fazendo as coisas bem feitas de início, acabamos por só ter que fazer aquela única vez. Tenho tido duas inspirações, uma do Brasil e outra dos Estados Unidos, que me têm ajudado a perceber os principios por detrás de uma arrumação verdadeiramente eficiente.

Basicamente, as 3 “regras”  para arrumar e organizar pelas quais me tenho guiado são estas:

  • Criar espaços de organização para cada coisa e esquecer as divisões da casa. A ideia é deixar de ter as mesmas coisas guardadas em diferentes locais;
  • Guardar realmente só aquilo que usamos – a expressão, aliás, é guardar somente aquilo que realmente nos faz feliz. E isto aplica-se a t-u-d-o!
  • E, por fim, não empilhar as coisas, porque dessa forma esqueçemos os items que ficam por baixo. A alternativa é guardar na vertical e, com a Laura já fiz isso. Nas gavetas do Vicente não tenho altura, infelizmente.

Dobrar as peças de acordo com o Método KonMari:

Estou cada vez menos virada para o consumo sem propósito, sabem? Apetece-me cada vez menos gastar dinheiro sem perceber muito bem em que estou a gastar. Sabia que, tanto a Laura como o Vicente, precisam de roupa e de sapatos, mas agora sei exactamente o que cada um tem de mais e de menos.

Depois, enquanto estou às compras tenho também alguns princípios, por exemplo:

  • Pijamas, cuecas, meias e tudo o que sejam interiores compro em lojas mais económicas, já sei as que gosto mais e as que têm as coisas de melhor qualidade;
  • Compro muitos básicos, pois são versáteis e dão com tudo. Para a Laura, aposto em peças sem padrão para não “prender” com as partes de baixo;
  • Costumo vestir os meus filhos por “camadas”, por isso acabo por não ter peças muito quentes para o Inverno;
  • Compro um bom casaco de inverno e tenho atenção à qualidade dos sapatos que usam;
  • De uma forma geral, não compro peças muito caras. As minhas compras são feitas nas lojas mais económicas que, cada vez mais, têm colecções giras e modernas., mas sobretudo de qualidade.
  • Em relação aos saldos, para o Vicente compro algumas coisas para a estação seguinte. A partir de agora começa a ser mais linear. Até aqui, acho que era um pouco arriscado por não sabermos muito bem a evolução da criança de uma estação para a outra.

Outras das pequenas alterações que, entretanto, também aconteceram foi a decisão de colocar uma planta Aloe Vera em cada um dos quatros de dormir. Depois de pesquisar um pouco – e porque eram duas plantas que já tinha em casa – percebi que, de entre todas as vantagens que o próprio gel extraído da babosa tem (entre outras coisas trata pequenos cortes, queimaduras e picadas de insectos, pele seca e ainda hidrata cabelos), o melhor local para ter uma planta destas é mesmo o quarto. Esta planta é “tudo de bom” quando o assunto é a qualidade do ar. Está inclusivamente listada como uma das melhores no que toca a produção de oxigénio. E quanto maior for o oxigenio do quarto, melhor é a qualidade do nosso sono.

Outras plantas que li como sendo igualmente boas para ter no quatro são, por exemplo, a Espada de São Jorge, o Clorofito, o Lírio da Paz e a Palmeira – Bambu.

Deixo-vos estas dicas. Para mim, tem sido mesmo importante fazer este balanço nesta fase. Afinal, Setembro é um mês de recomeços e de traçar objectivos e isso só é possível se a nossa mente estiver limpa (e também a nossa casa).

 

Posts anteriores Querido, preciso mudar a casa:

#1 Começar

#2 Destralhar

Boa noite.

 

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