Na verdade, nem tivemos muito tempo para sentir aquela “ressaca” do fim das férias, uma vez que no dia seguinte ao regresso (hoje, portanto), o despertador já estava sintonizado na hora normal. E o nosso domingo acabou por ser passado a desfazer malas, a organizar o regresso à escola, a organizar a casa (nomeadamente, não deixar de ir ao supermercado). Enfim, vocês sabem tão bem como eu, o que este recomeçar significa. Não é verdade?

E tirando o cansaço, de quem não teve tempo para descansar das férias (o sono não é o nosso problema, uma vez que os nossos horários são praticamente sempre os mesmos), todos nós estavamos felizes com a chegada deste dia. Bom, todos tirando a Laurinha que não percebeu porque é que o pai e o irmão se estavam a ir embora sem ela. Pois, efectivamente, hoje não houve pequeno-almoço de hotel e nem nos preparamos para passar o dia na piscina. Hoje, as roupas eram outras – aliás, acordamos com uma chuvinha boa – haviam sacos à porta e uma mochila pronta do dia anterior, cheia de sonhos lá dentro, cheia de histórias para contar e uma enorme ansiedade de reencontrar os amigos. Com efeito, no nosso regresso não houve choros, nem hesitações, muito pelo contrário.

Eu e o meu marido, por sua vez, assumimos a nossa necessidade de ter algum tempo sem filhos por perto. Ansiamos por uma  uma refeição calma, sem sopa por todo lado, sem pedidos ou exigências, sem deixar a nossa comida ficar fria, sem pedir 13 987 para terem calma, outras 23 988 para não atirarem comida para o chão (a Laura) ou, então, para que coma sozinho (o Vicente); e não ouvirmos chamar pelo nosso nome em modo “non-stop” e ganhar algum “easy living”, porque as crianças consomem todo o nosso tempo e atenção – são um autêntico “full-time job”.

Ontem, no regresso a casa, comentava que vivia em dois pólos opostos: oscilo entre a vontade que tenho de os comer com beijos e abraços e a vontade de me tornar invisível 🙂 Afinal, não há como não sentir, ao dia de hoje, uma certa sensação de “missão cumprida” e o melhor barómetro para avaliar os últimos dias é olhar para as crianças, a pele morena, os pés que já mal cabem nos sapatos, as roupas que ficaram mais justas, os corpos mais esguios… Sem dúvida, as crianças crescem mais no verão e eu fico tão feliz que o façam junto de nós.

E, para quem aproveita até à última, a semana a seguir ao fim das férias, é sempre uma correria porque vamos fazer tudo aquilo que não tivemos tempo para fazer durante as férias: cortar o cabelo ao Vicente urgentíssimo; organizar o guarda-roupa; e eu própria, claro, que preciso de cuidar de mim e esta é a altua ideal, na minha opinião, para alguns cuidados extra: cabelo, mãos e pés e pele!!!!

Eu sei que vocês não gostam nada que eu diga isto, mas, cá dentro, já só penso no Outono e nos dias mais frescos. Se os dias demasiado quentes continuam, já fico sem saber o que vestir, pois já vesti tudo centenas de vezes e, para além disso, acho que as idas à praia já terminaram. Enfim, chega Setembro e, na minha cabeça muda o chip e eu começo a pensar na estação seguinte e com a cabeça focada nos planos para este “novo ano”.

E por aí, o que significa este mês de Setembro? Partilham do sentimento de recomeço de ano, pensam nos dias mais amenos… ou sou apenas eu? 🙂

P.s: As mensagens e os e-mails por responder, assim como apurar os vencedores do passatempo Kids Natural vão ser a minha prioriade para o dia de hoje. Fiquem atentos, especialmente quem participou no passatempo.

Bom dia!

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