Fazer malas tem que ser sinónimo de simplificar! Esta a palavra de ordem ou apanhamos uma crise de nervos e ainda nem saímos de casa. Um exercício de concentração para nos focarmos no que é realmente essencial e, na verdade, acabam por não ser assim tantas as coisas que precisamos. Com o tempo, fui aprendendo a ser mais concisa e objectiva, mas já pertenci ao “clube” das que dizia que levava para poder ter opções ou para não correr o risco de lhe apetecer vestir algo e não ter.

Hoje, com dois filhos, o cenário mudou e eu acabo por ser a pessoa – dos quatro – a levar menos quantidade de roupa – e, a verdade é que, levo o essencial, porque nunca me faz falta aquilo que não levei. Com filhos, as nossas férias são muito descontraídas; não são completamente desprendidas de horários, porque não dá; acabam por não ter muitos programas à noite e, por isso, é durante o dia, que tentamos tirar o maior partido das férias.

Com efeito, roupa com o propósito de sair e saltos altos nem chegam a sair do armário, uma muda de roupa para cada dia da semana, acaba por ser excessivo, tendo em conta que não saímos todos os dias para jantar fora e que, durante o dia, é roupa de praia e chinelos. Ao fim do dia, dispenso do tempo, que habitualmente dispendo para me arranjar, para que consiga sair com eles o mais rápido e aproveitar o tempo que ainda estão bem-dispostos, antes que o cansaço e o sono dos dias longos de verão se abatam sobre eles. Portanto, é mesmo tudo muito tranquilo. Aproveito para fazer um detox de pele: não uso maquiagem – há que tirar partido do bronze, quando ele está a fazer efeito – e deixo os secadores e as pranchas de cabelo de parte.

No que diz respeito a eles, sinto-me igualmente mais descontraída e, ontem, quando uma leitora dizia que era, a partir do segundo, que as coisas se complicavam. Eu dei por mim a pensar que: concordo e não concordo. Vamos lá ver se vos consigo explicar o porquê (com base na minha experiência, obviamente).

Com o primeiro filho, tenho a sensação que andava com muito mais coisas atrás, fosse no dia-a-dia, fosse nestes momentos de férias ou fins-de-semana fora. Não é que sejamos mais ou menos responsáveis, simplesmente, acho que, com o primeiro filho, queremos estar 100% seguras que temos tudo aquilo que precisamos – e que não precisamos, mas podemos vir a precisar – connosco. E, assim, acabamos por levar na mala tudo em excesso:

  • roupa para o caso de estar frio e para o caso de estar demasiado calor;
  • os brinquedos, que ele brinca e que não brinca, mas como está de férias pode ser giro tentar fazer com ele;
  • as comidas (e respectivos acessórios), os produtos de higiente, o kit generoso de primeiros socorros (precavido para todo o tipo de ocorrências);
  • a parafernália de coisas que levamos para a praia;
  • Etc, etc, etc…

Quando chega o segundo, já temos mais ou menos noção do que é ou não essencial. Como tal, instintivamente também nos adaptamos. Pelo menos, foi esta a minha experiência. Claro que, quando chega a altura de fazer as malas, há mais coisas, mais roupa, especialmente, mas muito do resto é partilhado pelos dois, daí que não sinta que as malas tenham duplicado. Se calhar, porque a Laura também me influencia nisso, não usa chucha, nunca quis um biberão, não tem “ó-ó”. Nem sei explicar bem, mas noto uma diferença imensa entre os dois.

Agora, aquilo que para mim é o mais complicado, é fazer uma mala de menina. Não me perguntem porquê, mas passo horas de volta das gavetas, indecisa, a sentir que é preciso levar muito mais roupa do que para um menino. Nem tudo fica bem com tudo, as peças não são tão versáteis, não sei… Aquilo que sei é que nunca me corre assim tão bem e até acabo por preferir começar pela parte do irmão.

Boa tarde!

P.s: Up Date: praticamente tudo pronto. Sendo assim, vou permitir-me…. ir tratar de burocracias!!! YEAH #not 🙂

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