1. “A Laura não pára de me seguir”
  2. “Tu (Laura) não podes os meus brinquedos”
  3. “Oh pah! Sai daqui”
  4. “Não mexes em nada! Tu tens os teus brinquedos”
  5. “Oh mãe, a Laura está-me a magoar”
  6. “Mãeeeeeee, a Laura não me deixa em paz!”
  7. “Mãe, a Laura está a apertar”
  8. “Pára! Estes brinquedos não são para a tua idade”

A novata aqui sou eu, a habituar-me a estas coisas normais no dia-a-dia de uma mãe de dois e ne gestão de “conflitos” e de “emoções” próprias da relação entre irmãos. Eu ainda me lembro como era com a minha irmã, ambas mais crescidas, claro, mas havia alturas em que era um desatino e em que levávamos a minha mãe ao desespero (mas, depois, percebemos que a nossa mãe amecaçava mais do que seria capaz de fazer na prática 🙂 ).

A Laura é a típica segunda filha (eu explico-vos porque vos digo isso), o Vicente, como é óbvio, gosta de mexer nas coisas da irmã, mas não deixa que ela mexa nas suas. Porém, como a Laura gosta de estar com o irmão e de fazer o que ele está a fazer, estar com os dois, em casa, já tem momentos de loucura. A Laura grita quando alguma coisa não lhe calha ao jeito e o Vicente, tão querido, acha que, ao imitá-la, evita que as atenções se canalizem todas para a irmã. Aliás, ele imita tudo aquilo que a irmã faz e que não deve.

Dizer que isto é super divertido, não é bem, bem dizer a verdade, mas ainda dá para rir ouvir o Vicente a chamar a irmã de filha e a dizer o que ela pode ou não fazer. A miúda (esperta), não olha a meios e, se nada mais resultar, o beliscão e a mordidela são dois instintos que lhe correm no sangue….

Já agora, sobre mordidelas, quero dizer-vos que é um instinto que vem com os miúdos, pelo menos com alguns. O Vicente nunca mordeu, não morde – e, felizmente, acho que só lhe aconteceu ser mordido uma única vez na escola – e a Laura, por sua vez, ainda mesmo antes de andar, já andava a morder as pessoas cá em casa.

 

Primeiro dia oficial de férias para o Vicente e acordamos com este dia cinzento. A sério?!!!

 

Boa tarde!

Já agora, porque não voltar a ler este artigo da psicóloga Tatiana Louro, muito apropriado para ao tema deste post: Dão-se bem ou são irmãos e ainda este outro: Dão-se bem ou são irmãos: Ponto de Situação.

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