A última vez que fui ao NOS Alive foi há dois anos, da mesma forma que, faz dois anos que não tinha uma saída destas. Faço muito coisa sozinha e sem filhos, é verdade. Contudo, a maioria é em contexto de trabalho ou de compromissos ligados ao blog. Depois, com o meu marido, a verdade é que fazemos poucas coisas em conjunto que se possam considerar efectivamente de lazer. Basicamente aproveitamos para não levar os filhos para aquelas coisas que são mais chatas de fazer com eles e quando interfere com as sestas. Sair com o intuito de nos divertirmos com algo de diferente e que gostemos já faz algum (muito) tempo que não fazíamos.

Quando surgiu a oportunidade de ir ao NOS Alive eu nem pensei duas vezes. Não pensei se era dia da semana, se no dia seguinte tinha que estar às 8h00 da manhã à porta da escola com o Vicente. Nada! Fomos! E ainda bem que fomos, porque foi uma noite espectacular! Como já tinha partilhado, optamos por deixar o carro no Centro Comercial Alegro de Alfragide para usufruirmos do serviço de boleia que, mais uma vez, este Centro Comercial disponibiliza durante os três dias. Com sorte ao jogo – de matraquilhos – ainda conseguimos apanhar a boleia de um carocha em vez do autocarro. Vento, qual vento? Cabelo todo enrolado e cheio de nós? Nada disso, só não conseguia sequer enfiar os dedos no cabelo para tentar que se soltasse. mas o que era isso perante a diversão que foi fazer aquela mini viagem ao final da tarde, com alguns raios de sol a bater-nos no rosto? Os fotógrafos chamam-lhe a Golden Hour. E, antes disso, já tinha passado pelas mãos da Marta Alves (The Pink Lemonade) para dar um toque mais vibrante a minha maquilhagem.  No regresso a casa voltamos a apanhar boleia, sem confusão ou filas de espera.

O concerto da noite, para mim, foram os The Exx. ADOREI! ADOREI! ADOREI! The Weekend, a outra banda que queria muito ver, ficou para o final. Talvez por ter sido a última, tenha reunido praticamente todas as pessoas junto ao palco NOS. A multidão era tal que eu, quando me apercebi disso, tive um mini ataque de pânico e tive que sair imediatamente para um local mais arejado. Também não gostei de ter ficado uma hora à espera para entrar e o mesmo para tentar comer ou beber alguma coisa. Mas era o de esperar de um festival que está esgotado.

Ainda assim, nesta noite ainda consegui traçar o meu perfil de festivaleira:

  1. Sou das poucas pessoas que não bebe cerveja (porque não gosto!). Ontem bebi um copo de rosé, vejam só a loucura.
  2. Não bebo mas acordo de ressaca (e talvez até pior). Sintomas: dor de cabeça e dificuldade em concentrar-me é o pior.
  3. Tenho definitivamente o termostato avariado por comparação a 98% das outras mulheres que frequentam os festivais. Era das poucas a achar que a noite estava um pouco para o fresquinha e, por isso, pouco apelativa a crops tops, mini-saias, mini-calções, mangas à cava ou rendas. Ou isso, ou um sinal de que definitivamente “i am getting old” 🙂
  4. O facto de ser mãe, faz com que inconscientemente olhe para a geração mais nova com um certo lado crítico. E o pior é que eu também fiz as minhas coisas, por isso, não é que me choque. Mas é que antes era só filha e hoje não… ahahaha 🙂
  5. A partir da uma de manhã já é só o meu corpo que ali está, o resto já está completamente KO.
  6. Não sei de cor todas as letras de todas as músicas e também não conheço todas as bandas. Mas danço muito!
  7. Basicamente sou uma festivaleira q.b.

De resto, já sei que agora vai ser o fim-de-semana inteiro a recuperar desta “noitada”. Mas valeu tanto a pena, ainda arriscava voltar lá no último dia para ver Despeche Mode. Quem vai?

Sabe bem ter momentos em que somos apenas nós, em que voltamos a saborear a vida, os nossos momentos e, especialmente, em que sentimos que conseguimos continuar as fazer as coisas que gostamos e manter alguns dos nossos hobbies. Agora perfeito era conseguir fazer uma sesta antes de ir buscar o Vicente à escola. Shiuuuuuu! Não precisam de contar isso a ninguém. 🙂

nos alive

Boa tarde!

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