Andava eu toda feliz e contente porque a Laura, ao contrário do irmão, adorava água, desfrutava do banho, especialmente por ter a companhia do irmão, aliás, quando estivemos de Ô Hotel Golf Mar Vimeiro, pela vontade dela, não saia da piscina e as primeiras aulas de natação correram super bem. Mas a Laura trocou-me as voltas.

Recentemente, depois de ter feito um ano de idade, começou por chorar no banho e agora recusa-se inclusivamente a sentar-se na banheira. E nem mesmo o entusiasmo e a companhia do irmã a demovem. Pode rir-se por uns segundos, mas rapidamente lembra-se onde está e recomeça tudo outra vez. Uma vez terminado o banho e fora da banheira, olha lá para dentro e ainda de lágrimas dos olhos, diz “já tá” e nota-se perfeitamente que está aliviada com isso. No entanto, não quis dar muita importância até o mesmo se passar na aula de natação. Por segundos, voltei a reviver o pesadelo que foi praticamente todo o primeiro ano do Vicente na natação, na piscina, no banho e na praia – que ainda continua.

Eu não quero acreditar que esta pequena – uma miúda destemida, aventureira e que não tem noção alguma do perigo – trocar-me as voltas. Não acredito que vou passar por tudo outra vez. Terá a ver com a chegada aos doze meses, fazendo-lhe tudo muito mais confusão agora? A água nos olhos, a água na boca, na cara, nos pés, no corpo todo???!!!!!

É que chegamos a esta altura do ano e eu já começo a ver a minha vida a andar para trás com o panorama familiar para as férias. Custa-me bastante que o Vicente deteste praia ao ponto de nem permitir uma brincadeira que seja, nem mesmo jogar à bola. Ora, se a ele se juntar a irmã, então, é bom começar a pensar numa semana de férias sem filhos.

Entretanto, ainda não dou o caso completamente por perdido. Tenho uma réstia de esperança que com a semana de praia que o Vicente vai fazer com a escola, o entusiasmo dele mude por contágio dos amigos. Não pode ser apenas aprender (por contágio) os comportamentos menos bons, certo? Portanto, contrariamente a estar super mega preocupada com esse assunto, estou até desejosa que ele vá. Que ele vá e que regresse a casa a pedir-nos para ir à praia. Era o meu sonho.

Cada vez mais tenho a certeza que, na maternidade, as coisas não são como os pais querem, nada disso! São os filhos que determinam tudo! São eles que pedem, exigem, refilam e abusam muito… tal como a Maria Ana Ferro escreveu sobre os seus próprios filhos e que tão bem reflecte a realidade de outros pais e filhos.

Boa tarde.

Comentários

comentários