Não penso em ter mais filhos, no entanto vou ter sempre saudades de ter um bebé nos meus braços. Vou ter ainda mais saudades depois do parto da Laura, em que tudo se encaixou na perfeição, a natureza, eu e ela. Tudo foi perfeito, repetia mil vezes, sem pensar duas vezes – e, ao mesmo tempo, não quero repetir para não “estragar” esta memória.

Vou ter sempre saudades de um pegar um bebé nos meus braços e dele ser completamente absorvido por eles, vou ter saudades do seu choro tão característico, dos barulhinhos que faz com a boca e da forma como se espreguiça. Vou ter saudades da forma como começa a descobrir o mundo que o rodeia, do primeiro contacto visual, do primeiro sorriso e da força com que agarra o nosso dedo com a sua mão tão pequenina.

Vou ter saudades do banho, nem sempre pacifico, do seu cheiro e do cheiro depois do banho. Sem esquecer o ar pachorrento que faz depois de comer e, muitas vezes, da forma como adormece ferrado. Das primeiras gargalhadas, tão simples e tão genuínas que, sem querer, nos ensinam o verdadeiro significado das coisas, mudam o nosso dia em segundos e fazem-nos esquecer que há mais mundo para além do nosso.

O tempo vai passando e de cada vez que eu olhar para um bebé, terei sempre saudades e sentirei sempre uma grande nostalgia. Irei sentir vontade de voltar ate um só meu, ainda que por apenas numa fracção mínima de segundos 🙂 Vou olhar para um bebé e perceber que não existe nada de mais grandioso do que gerar um vida dentro de nós e trazê-la ao mundo, sabendo que será sempre uma extensão de nós próprios – naquilo que temos de bom e menos bom.

Vou ter sempre saudades porque ter um filho é simplesmente magnifico.

Boa noite.

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