Dos dias em que sabia bem colocar uma espécie de pausa à minha volta, em que seria possível parar tudo por uns instantes – os suficientes para descansar e carregar baterias. Ainda ontem era segunda-feira e de repente já é sexta-feira de novo. Mais uma semana que chegou ao fim assim num ápice! Olho à minha volta e vejo tanto por fazer e tento perceber que raio andei eu a fazer durante praticamente cinco dias? Como é que se passou uma semana sem que eu desse por isso e com o tanto que ficou por fazer? Afinal, para onde foi o tempo? Onde se meteu o tempo que eu não tive para ir as vezes suficientes ao ginásio, para que não terminasse a lista de tarefas da semana, para não conseguir preparar as malas para o fim-de-semana. Para onde foi o tempo?

Hoje foi mais um exemplo. Foi um dia em que não fiz nada e fiz tudo! Sai de casa às 10h e regressei já passavam das 19h30. Estou cansada, sem inspiração e energia, tenho as malas por fazer e não consigo escrever nada daquilo que queria. Quis insistir para contrariar, mas percebi que o melhor que tinha a fazer era aceitar. Temos que saber aceitar quando não conseguimos mais, quando é preciso parar, quando temos que dizer que não, quando alguma coisa tem que esperar, quando é preciso aceitar que somos seres humanos e não máquinas. E, acima de tudo, fazê-lo sem sentimentos de culpa – connosco próprio ou com os outros.

Ninguém consegue viver no limite ou na correria infernal dos dias sem chegar a um momento em que irá ter que parar. Hoje foi o meu dia, ontem já comecei com uma ameaça, mas tinha todo o trabalhinho feito do dia anterior.

Portanto, para além disto, o que é que eu vos posso dizer mais hoje? Que já percebi que no fim-de-semana o tempo não vai estar espectacular e também não faço ideia se, em Seia, fará muito frio ou não – já agora, se estiver por aí alguma seguidoras daquela zona, avise-me como está o tempo. Não há nada pior que fazer malas e, pior ainda, é fazer malas com este tempo tão esquisito dos últimos dias.

Amanhã ainda vai ser uma correria até irmos embora, por isso, vou só ali despachar as malas para que, na pressa, não fique nada essencial, não vá ´termos à nossa espera um alojamento completamente fora de tudo. Não faço ideia que recursos existem e/ou a que distância. Ah! Entretanto, já me disseram que há rede e que até vai  ser possível partilhar qualquer coisa, caso queiramos. Porém, sabem que mais?! A minha vontade é mesmo a de embarcar numa desconexão total. Vocês não se importam, pois não? Mas prometo contar tudinho a seguir, quando regressarmos. Ok?

Boa noite!

Fotografia // Flying Studios

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