Vou aproveitar para vos deixar já aqui o alerta! Não se admirem se, durante o próximo fim-de-semana, nós andarmos um pouco ausentes do blog e das redes sociais. Não se assustem e deixem-se ficar por aí. O que acontece é que eu aceitei o desafio de passar um fim-de-semana totalmente desconectada do ritmo frenético da cidade e da dependência – quase inconsciente – que temos das redes sociais e da partilha do nosso dia-a-dia. É claro que irei eu, o meu marido e os meus filhos. ÓBVIO! Passar um fim-de-semana sem saber nada nada da minha família, seria impensável 🙂

Não vos posso adiantar grande coisa, pois eu própria sei ainda muito pouco. Sei, no entanto, que vamos estar na zona de Seia, sei também que a ideia é vivermos um fim-de-semana considerado normal de uma família, ou seja, vamos cozinhar, vamos às compras, mas tudo isto no ritmo calmo e sereno do campo. Só não vamos ter tempo de plantar e colher os nossos próprios alimentos, mas algo de semelhante haveremos de fazer. Não vai haver televisão – não vai ser o problema maior – telemóveis, computadores e muito menos o voyeurismo das redes sociais. Nem tão pouco sei se haverá rede ou mesmo wi-fi. É muito provável que não haja, pois se é para haver uma desconexão, só mesmo assim.

E este convite, que parece caído do nada, tem a sua razão de ser. No próximo dia 17 de Maio, às 22h30 horas, no canal A&E, estreia a nova temporada da série Desconexão Total. Uma série que precisamente aborda estas questões dos efeitos nocivos das redes sociais, e na qual vamos poder acompanhar a história de três famílias que abandonam a cidade para viver no meio rural. E parece que a nossa família foi uma das escolhidas para viver uma experiência semelhante por cá.

Confesso-vos que estou um pouco em pulgas para que chegue o fim-de-semana, para sair do ritmo alucinante em que eu própria vivo. Vai saber tão bem esta pausa de realidade, pois eu própria vivo numa certa bipolaridade. Por um lado, adoro a cidade e a facilidade do acesso a tudo e mais alguma coisa, mas, por outro, eu cresci no campo, junto das flores, dos animais, e passei uma infância de brincadeiras na rua. Recordo-me tão bem de ir apanhar o ramo para a espiga, das papoilas, dos passeios de bicicleta pelas hortas e dos passeios de tractor com os meus avós.  E, quanto mais velha vou ficando, mais falta sinto de tudo isso. Sinto falta, sobretudo, de não conseguir proporcionar experiências dessas aos meus filhos. Sinto falta de ser livre e de viver com a sensação de que o tempo leva um pouco mais de tempo a passar… se é que me faço entender.

Portanto, sexta-feira, lá iremos nós para (mais) esta aventura.

Ficaram curiosos? Eu também estou, muito!!!! 🙂

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