Hoje acordei e vejam só a coincidência: continua a ser o Dia da Mãe e, por aqui, em todo o seu esplendor. Uma filha que acordou durante a noite e acabou por dormir praticamente ao meu colo. Já eu apenas dormitei com medo que caísse da cama. O outro filho fez xixi na cama, mas a sorte é que o tempo está bom para secar a roupa. A juntar à festa, no meio da correria da manhã, o Vicente lembrou-me de que não tínhamos feito a leitura em família e muito menos a ficha – é um livro que ele traz à sexta-feira e que deve devolver na segunda seguinte com a ficha preenchida. E vejam só a cereja no topo do nosso bolo: esquecemo-nos precisamente no dia em que o pai não se podia atrasar para ir para o trabalho e em que devia estar cedo na escola para conseguirmos a vaga para a semana da praia. Acordei com a sensação de não ter dormido – ah esperem, não dormi mesmo – e tive apenas tempo de dar umas borrifadelas com água termal para ver se despertava. Agora, o sono já lá foi, porque não há tempo para descansar. Aliás, ele está cá, eu é que já me habituei a ele.

A maternidade apresentou-se, sem dúvida alguma, ao trabalho mais exigente de todos, sem direito a férias e, em relação ao qual, pensamos 24 horas por dias. E mesmo quando supostamente temos tudo feito, há sempre alguma coisa para fazer, nem que seja o facto de passarmos a vida a arrumar. Sair de casa é um acto de coragem, em que ousamos deixar para trás a confusão instalada, para só voltar a pensar nela no regresso.

Ser mãe mostrou-me como o ser humano se transforma num polvo. Em poucos segundos, surgimos com mil e um braços invisíveis e que chegam a todo o lado: resolvem todas as situação; antecipam outras quantas; dão colo; limpam feridas; carregam o saco das compras; empurram o carrinho; seguram brinquedos; preparam o jantar, ao mesmo tempo que adiantam o jantar; seguram o livro para contar a história antes de adormecer… E tantas outras coisas que agora me escapam.

Quando estamos fora de casa, tentamos que as saídas sejam harmoniosas e que haja convívio entre os quatros. Porém, os filhos é como tirar uma carta à sorte do baralho. Nunca sabemos muito bem o que nos vai calhar, ora estão colaborantes, bem dispostos e portam-se lindamente, ora tudo lhes incomoda e tudo é motivo para uma birra, muitas vezes, basta respirar! Na idade da Laura, já se sabe que não há um momento de pausa e que todos os cuidados são poucos, até porque ela é uma destemida e se mete uma coisa na cabeça, vai e pronto.

Mas sabem que mais?

Eu tenho os melhores filhos do mundo! Tenho os filhos, para quem, eu serei sempre a melhor mãe do mundo, com todas as imperfeições, todos os erros e, às vezes, sentimentos de culpa. Independentemente de qualquer coisa, eu serei sempre a mãe mais linda e fofa, porque, para os meus filhos, o bom está acima de tudo o resto. Eles têm a capacidade única, que só as crianças têm, de esquecer rápido e de se lembrar apenas das coisas boas. Para eles basta que estejamos presentes de corpo e alma, com a dedicação e a atenção que merecem. Para eles basta termos a energia necessária para os acompanhar nas suas aventuras e nas suas brincadeiras. Para eles, basta termos a capacidade de também sabermos brincar. Para eles basta saberem que podem contar connosco “no matter what”.

E, no meio desta andanças todas, não nos sobra assim tanto tempo para ainda estar com grandes esquisitices na hpra de vestir! Ontem, troquei de roupa duas vezes antes de sair de  casa e acabei por usar um pouco mais do mesmo. No entanto, lembrei-me que ia ter que andar de rabo para o ar atrás da Laura, que iria ter que carregar um e outro ao colo, que iria dar comida a um – talvez aos dois – e que a probabilidade de me sujar era grande… Lembrei-me que, no meio de tudo isto, pelo menos que estivesse confortável o mais possível e foi o que acabou por acontecer.

 

Arrow
Arrow
Slider

 

 

A roupa é muito básica, mas os sapatos são da marca Rockport e são confortáveis até mais não, mesmo tendo sido calçados pela primeira vez.

#MadeForMovers

#MãeRockport

Comentários

comentários