Ontem, eu fui aquela mãe que comprou o filho com um chocolate que ele próprio trazia da escola, como lembrança da festa de aniversário do amigo. Fui aquela mãe que, na necessidade de ter que sair de casa ao fim do dia, de ter a Laura com febre e de querer deixar tudo o mais organizado possível, para que o caos não se instala-se na minha curta ausência, comprou o filho com o Kinder Bueno Mini que vinha dentro de um saco azul transparente com um bilhete da Patrulha Pata.

Fui aquela mãe que voltou atrás com a sua palavra, porque nada mais resultou para o convencer a tomar banho e de forma pacífica – e depois de já ter ficado claro que ele não iria comer chocolates aquela hora. Fui aquela mãe que sabia que estava a ter uma atitude errada, mas que ainda assim o fez. Fui aquela mãe que mesmo sabendo disso, sabe também que, na vida como ela é, damos por nós a fazer muitas das coisas que não gostaríamos de fazer. Fui aquela mãe que pensou que estava a bater no fundo, mas que, na verdade. sabe que é uma excepção (algo que o seu filho também sabe). Fui uma mãe de carne e osso que, às vezes, também gostava que as coisas aparecessem feitas sem negociações, sem birras e sem berros e, quando tentas de tudo e não consegues, acabas por ceder, sabendo que até podes estar a abrir um perigoso precedente, mas, lá no fundo, sabes que é e será sempre uma excepção… à regra!

E agora que atire a primeira pedra, quem nunca – em tempo algum- cedeu uma vez sequer! E quem diz o chocolate, diz também os tablets e a televisão.

P.s: Vinham dois Kinder Bueno Mini no pacote, o que sobrou, comi-o eu enquanto escrevia este post 🙂

 

 

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