Só escolhi esta fotografia, porque foi tirada pelo Vicente e porque ele consegue arrancar o meu melhor sorriso sempre!

Às vezes, pergunto-me porque é que os problemas nunca vêm sozinhos e as coisas boas, por sua vez, parecem chegar muito mais vagarosamente. Pergunto-me se, serei apenas eu, para quem a vida se passa numa autêntica montanha russa. Serei? Com a idade, sinto cada vez mais o peso de ter que ser eu a resolver uma série de problemas e para onde quer que me vire, lá estou eu no centro de tudo, a quem é exigida a tomada de decisões.

É, nestas alturas que sinto saudades da protecção de um pai e de uma mãe, que servem de escudo, protegendo-nos daquilo que nos faz mal e dos problemas. E nesses momentos que dou o importante salto de maturidade e em que sou capaz de me colocar no lugar deles e, por conseguinte, de lhes dar o devido valor. E ainda apregoam as crianças que querem ser crescidas e adultas como os pais! Deixem-se estar quietinhas e desfrutem da idade da inocência e do prazer que é não terem que se preocupar com nada, pois o pais e a mãe tratam de tudo!
Ainda assim, resta-me alguma tranquilidade lá bem no fundo por saber que, se certos problemas vêm até mim, é porque de alguma forma eu estarei preparada para eles e, sobretudo, que isso pressupõe uma lição a ser aprendida.
E é, nesta alturas, que mantemos o foco no lado positivo e que o desfecho de tudo ainda pode depender de nós. Mas é praticamente impossível não deixar que o nosso estado de espírito contamine tudo o resto, sobretudo a nossa casa. Não vos acontece? De repente, não dão com a vossa casa numa enorme confusão quase como de uma extensão do caos da vossa vida se tratasse? E tudo isto acaba por ter um lado prático: uma boa forma de arrumar a vida é começar por arrumar a casa, literalmente, tirando tudo do lugar e voltando a arrumar. A prioridade é renovar energias, respirar melhor e, se possível, encontrar algumas respostas. Volto a sentir necessidade de “destralhar” e de arejar a casa. Preciso de mais espaço para respirar e deixar que as boas energias fluam. 
Regras de ouro do destralhe:

1. Dizer NÃO às amostras grátis, sem medos, pois, na realidade, são coisas das quais nós não precisamos. Quem não tem um série de fitas porta-chaves em casa sem saber o que lhes fazer?
2. Acabar com as revistas velhas.
3. Limpezas regulares nos armários da cozinha, despensa e frigorífico. Objectivo: deitar fora tudo o que tive passado da data de validade e não estiver bom para ser consumido.
4. Perder o amor à roupa velha e não se fiar no “vou guardar para um dia que volte a precisar”. Tenho roupa que vai ficando, ano após ano, guardada sem eu a volte efectivamente a vestir.
5. PAPEL: precisamos mesmo de toda a quantidade de papel que deixamos acumular em casa?
6. Sacos de plásticos: será que é apenas aqui que se tornam uma praga?
7. Acabar com tudo o que está a mais, por exemplo:
toalhas debotadas
panos velhos
utensílios a dobrar
objectos partidos
louça lascada
Cd’s e DVD’s
Caixas e recipientes vazios – AKA tupperwares sem tapa, rachados, que vieram como brinde do supermercado
E muito mais….


8. Bye bye cosméticos e medicamentos fora do prazo;
9. Ganhar coragem para dizer adeus aos presentes que oferecidos dos quais não gostamos, assim como, aos objectos de decoração que estão a mais;
10. Fazer uma análise da vossa conta bancária e do vosso e-mail: ver todos os serviços e newsletter que têm subscrito e CANCELAR!

Em suma, aquilo que se recomenda é tão simplesmente que tanto em vossa casa, como na vossa vida, guardem apenas o que vos trouxer FELICIDADE. 

E, posto isto, desejo-vos uma óptima boa semana.
Beijinhos

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