Dão-se bem ou são irmãos: conhecem esta expressão?

Não há relações isentas de conflitos e com os irmãos acontece exactamente o mesmo. Nem sempre estão nos seus melhores dias e nem sempre se relacionam como nós, pais – tanto gostávamos que assim o fizessem. Na verdade, quando nasce (mais um filho) um irmão, não é apenas a vida conjugal que se altera novamente, também a dinâmica familiar volta a ganhar toda uma nova dimensão. É preciso re-organização: de todos e de cada um. 
Ao contrário do que se possa esperar, os ditos “ciúmes” podem não surgir logo quando o bebé nasce, pelo contrário, muitas vezes o filho mais velho no início desta nova jornada ainda nem se apercebeu da efectivação da nova rotina e, na sua maneira de ver o mundo que o rodeia, é apenas e só mais uma novidade. É com o tempo que os conflitos vão surgindo e aparecendo as mais diversas formas de captar a atenção por parte do “mano” mais velho… nem sempre pela positiva (pedem novamente colo, choram de forma mais frequente, as birras podem intensificar-se, podem voltar a chuchar no dedo, podem andar mais irritados e menos cooperantes). Com efeito, o nascimento de um irmão implica ter que aprender a partilhar a atenção e dividir o seu tempo e espaço com alguém – um ser pequenino – com quem ainda não se tem um vínculo afectivo e superar “a perda” das pessoas para si mais significativas: os paisOh yeah!
Assim partilho com vocês algumas dicas que podem ajudar. Lembrem-se:
1. Passem tempo com cada filhote individualmente, vão fazê-los sentirem-se especiais;
2. Programem actividades divertidas em conjunto de forma aos irmãos partilharem tempo e emoções positivas;
3. Evitem estabelecer comparações – cada miúdo tem a sua natureza e por norma um segundo filho “é bem diferente do primeiro”!;
4. Procurem que sejam os irmãos a resolver os seus próprios conflitos. Desta forma estarão a incentivar a autonomia e a negociação como forma de resolver os problemas. Aprendem pois a colocar-se em perspectiva;
5.Tenham calma, na verdade, devemos aceitar que não temos que meter a “colherada” em tudo. É importante que sejam os miúdos a chegarem lá.

 

“Dá amor ao teu filho, sobretudo quando ele parece merecer menos” 
(por Magda Dias, “Mum´s the Boss”)

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