Tirei esta fotografia após o meu último treino de 2016 e, mesmo não sendo nada o meu género de publicações, quis publicar (no Instagram) para não me esquecer onde cheguei e o quanto evoluí nos últimos nove meses de recuperação pós-parto. Para mim, foi como mostrar a mim mesma que, dentro daquilo que é a minha condição, progredi muito. Sou demasiado crítica comigo mesma e tenho a consciência de que puxo demasiado por mim, achando sempre que estou aquém daquilo que podia fazer – um desafio para este ano, e para os próximos, é também aprender a dar um descanso a mim mesma e ir com mais calma nas coisas.

Dezembro tinha sido um mês complicado para conseguir treinar e, das três vezes que treino por semana e que assumi como obrigatórias, não estava a conseguir cumprir. E só quem está habituado a treinar com muita regularidade e que encontra no exercício o seu escape para muitas das coisas que lhe tiram o sono, entende esta necessidade de cumprir. Entre alguns dos motivos está o facto de que, com nove meses, já não é nada fácil manter a Laura sossegada enquanto treino e, para mim, aqueles trinta minutos são sagrados e são para dar o meu máximo. Por isso, levá-la representa um grande boicote a tudo isto e, a esta altura, já não tenho coragem para continuar a “abusar” da bondade para ficarem com ela.

A esta altura do campeonato, já não me considero em recuperação pós-parto, sinto que retomei exactamente o ponto onde tinha parado quando engravidei, e com os mesmos objectivos que tinha na altura e que foram interrompidos. Sinto que já recuperei a força (e até mais) e toda a resistência que tinha e, para mim, o exercício representa isso mesmo: um momento em que me desafio e em que, grande parte das vezes, me supero. E, no final, garanto-vos que não existe sensação de bem-estar maior. 
Ao contrário da primeira gravidez, nesta foi muito fácil recuperar e em nove meses consegui mais do em dois anos após o parto do Vicente. Também é verdade que nunca parei, mantive-me igualmente activa até ao dia do parto, fazendo os devidos ajustes à minha condição e sempre aconselhada por um profissional. E não tenho dúvidas em afirmar que uma gravidez activa faz toda a diferença, durante a mesma, na altura do parto e na recuperação que se segue. 
No entanto, o exercício físico significa muito mais do que fazer desporto, do que ir à procura do glúteo perfeito ou dos abdominais definidos, é um refúgio, onde consigo mesmo limpar a minha cabeça, é ali que me sinto bem. E aquilo que realmente me dá prazer e adrenalina é ver reflectido no espelho o resultado daquela dedicação, a transformação do corpo – claro que sentirmo-nos bem com a nossa imagem também é importante.
Daqui para a frente, espero ganhar mais força e mais resistência, quero conseguir saltar cada vez mais alto, agachar mais baixo, fazer elevações sem ajuda… no fundo, espero continuar a melhorar a minha condição física. O Sérgio Penajoia (The Studio) diz que os meus treinos têm duas vertentes, uma mais virada para o treino metabólico, onde sofro muito, por exemplo, com o protocolo Hiit e, uma outra vertente mais tradicional, digamos assim, virada para a hipertrofia. Bem……. mas isto é o que ele diz, é a teoria e escrito desta forma até pode parecer uma coisa muito simples. Porém, na prática, o que acontece é que eu saio de lá de rastos e a chamar-lhe muitos nomes e todos eles nada bonitos – garanto-vos que não estou a brincar!
Outros posts relacionados com a minha recuperação pós-parto:
P.s: Aproveito para esclarecer os mais curiosos de que, quando falo no The Studio, não estou a fazer publicidade – e que pago todos os meus treinos – mas não posso (nem vou) deixar de recomendar, pois nunca treinei como faço ali e, como tal, também nunca obtive tantos resultados. 
Boa noite ❤

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