Diz-se que a maternidade é maravilhosa, diz-se que tudo vale a pena e que o amor compensa tudo. Estou totalmente de acordo, porém, a maternidade pode ser também uma travessia que vai testando os nossos limites a toda a hora. O choro do bebé, aquele choro prolongado e persistente que não termina com nada que façamos, continua a ser das coisas que mais põe à prova os meus nervos e o meu equilíbrio. E, ao mesmo tempo, é aquilo que mais me faz colocar em causa o que faço e a minha (in)certeza face ao que o meu bebé precisa. 
É um choro que entra na nossa cabeça: não é fralda, não é fome; os seus olhos e a sua expressão mostra-nos como está cansada e perdida. Eu sei que a deixei ir para lá da hora dela, sei que agora só nos resta ficar no escuro, as duas, uma ao lado da outra na esperança que a mama a reconforte e a acalme. Mas, acaba por ser sempre o cansaço a fazê-la ceder e, nessa altura, sou também eu que cedo e, juntas, acabamos por adormecer. São dias seguidos assim, em que já damos por nós a não querer que chegue o fim do dia, por já sabermos o que nos espera e por nos sentirmos cansados e impotentes.
Hoje voltamos a mudar rotinas, vamos tentar evitar que a Laura entre na fase crítica do final do dia, que os estímulos terminem ainda mais cedo para que ela se acalme igualmente mais cedo. Já percebi  também que o banho não está a resultar, como acontecia com o Vicente, vamos saltar essa parte e deixar que o fim do seu dia seja o mais tranquilo e pacífico possível.

Bom Dia!

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