Ontem foi dia do pai regressar ao trabalho e, por conseguinte, de eu ficar sozinha com a Laura e tentar organizar-me para, ao final do dia, estar sozinha com os dois. E fiquem já a saber que… sobrevivemos! 
Tinha marcado a minha primeira massagem pós-parto – regressei, passados três anos, às mesmas mãos, as da Ana Paula, que me ajudaram a recuperar a cintura após a cesariana do Vicente! E a pensar no stress matinal, marquei para o início da tarde e, ainda assim, para lá estar a horas foi preciso começar a despachar-me logo que pai e filho saíram de manhã, entre choros, fome, fraldas para trocar, foi até sair de casa. Entretanto, já como último recurso, lembrei-me de ir buscar o sling do Vicente e foi remédio santo. Não sei porquê, mas tenho cá para mim que esta miúda vai andar muito ao peito para se acalmar e para eu conseguir dar conta do recado nas outras frentes. 
Superado o primeiro teste; aproveitei para ir buscar o Vicente de seguida, sem o pai a horas ao final do dia para ajudar com os banhos e com o jantar, o melhor era começar a despachar um de cada vez, o mais cedo possível. Com a Laura num sono profundo, que ninguém se atreve sequer a pensar em interromper, pedi para me trazerem o Vicente à porta para não ter que a tirar do carro. Correu bem e até parece que é comum darem esta ajuda quando os pais estão com outros filhos no carro. O Vicente ficou super feliz, e eu também, que já tinha muitas saudades das nossas rotinas e estava já a ficar um bocadinho triste de andar um pouco mais ausente! 
Eu sou apologista que, nos dias mais complicados, em que temos mais coisas para fazer, ou em que nos falta a ajuda para dividir tarefas, o melhor é tentar conseguir fazer tudo com tempo… tempo para negociar o banho, tenho para conseguir fazer o jantar e a sopa (que acaba sempre nestes dias mais atarefados), tempo para brincar e ver aquele episódio dos desenhos animados, antes de jantar, que não pode faltar. Tempo que nos ajuda a não perder a paciência e a evitar algumas birras!
E assim foi, consegui dar o banho a tempo, dar de mamar a seguir, preparar o jantar, dar o banho à mana e a parte mais complicada de gerir ia ser ter que dar de mamar na mesma altura em que o Vicente janta, não queria deixá-lo sozinho na cozinha a jantar e eu no quarto com a irmã. Nem pensar, mas também quando a Laura tem fome, não há quem a faça esperar mais um minuto… E, para minha alegria, não tive que gerir isso para já, pois o pai chegou mesmo a tempo!
Daqui para a frente, dias destes vão ser cada vez mais frequentes, com uns dias em que o pai pode chegar mais cedo, outros em que a minha mãe pode estar connosco para nos ajudar, mas outros em que eu vou estar sozinha – eu que sou uma espécie de “control freak das rotinas” e que gosto que eles tenham os horários certinhos. 

Mas correu tudo bem, e ainda houve tempo para mimos e beijinhos entre os três. Confesso que me derreto ao ver o cuidado com que o Vicente agarra a sua irmã, a quem carinhosamente chama de “bochechinhas”, dá-lhe tantos mimos e farta-se de rir quando ela faz algum barulho ou se estica e faz parecer que lhe faz festinhas. 

Digam-me lá como é que organizam os vossos finais de dia? É sempre bom ouvir experiências de quem já passou ou está a passar por situações semelhantes, pois há sempre alguma coisa de que não nos lembramos e que pode ajudar a tornar as coisas mais fáceis. 
Bom Dia.

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