Adoro ser mãe de rapaz! Ou melhor, adoro ser a mãe do meu rapaz! Adoro a forma como o Vicente me trata e a relação que tem comigo: ele é afectuoso, carinhoso, protector, mas um bocadinho possessivo também, é certo!
É verdade que não tendo uma filha, não posso comparar e que, quando dizem que “os meninos são mais apegados à mãe e as meninas ao pai”, isso pode não ser necessariamente assim, pois o que conta mesmo é a educação que têm e a sua própria personalidade. Mas, para já, adoro ser mãe de rapaz!
O meu filho adora o colo da mãe, gosta a fingir que é um bebé e aninha-se no meu colo como quando era mesmo um bebé. Ele gosta de me dar festinhas e beijinhos e quando o pai não está, a caminha da mãe é a sua cama.
Também não aceita (sem, pelo menos, oferecer uma grande resistência) que não seja a mãe a cuidar dele na hora de comer, de dormir, quando se aleija… ou seja, em praticamente todas as situações. Às vezes, torna-se um pouco sufocante não conseguir ter liberdade, não conseguir passar o testemunho quando queremos descansar ou quando precisamos de fazer outra coisa – sim, ser mãe é também ter sentimentos destes – mas, se pudesse escolher que fosse de outra maneira, eu nunca iria escolher que fosse diferente.
E se, ser mãe do Vicente já me permitiu aprender alguma coisa sobre o mundo dos rapazes, aqui ficam algumas delas:
1) O drama é já uma coisa que nasce com eles.
Quando o Vicente dá pequenas quedas ou quando tropeça, larga num berreiro (que se vê claramente que nada tem a ver com a dor que possa sentir) e vem a correr em direcção a mim a dizer que tem dói-dói e que precisa de um beijinho “curativo”. E, de repente, esse dói-dói espalha-se pelo corpo todo e, frequentemente, acabamos numa beijoquice pegada.
Vá, eu confesso, que também alimento isto, mas quem é que consegue resistir aos beijinhos de uma criança, quem?!
2) São ciumentos, principalmente em relação à mãe. 
Aqui em casa, não existem dúvidas, o Vicente diz: “A mãe é MINHA, PAIIII!!!” e é ele que diz se o pai pode ou não dar um beijinho à mãe e quando.
3) O futebol está-lhes no sangue. 
Em qualquer sítio e em qualquer lugar, jogar à bola faz parte das brincadeiras preferidas do Vicente. Até agora, só me é pedido que dê uns chutos na bola, porém mais tarde, já me imagino a ter que aprender a linguagem técnica e o nome de todos os jogadores desta modalidade.
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4) Os meninos precisam de contacto físico. 
E só de imaginar que, daqui a algum tempo, ele não vai querer que o agarre, nem que lhe dê beijos quando o deixo na creche e quando o vou buscar, eu vou aproveitando muitooooooo esta fase, em que a necessidade de mimo está muito presente.
5) Os meninos estão ligados à ficha 24 horas por dia.
É impressionante a energia que têm desde que acordam (e aqui, acorda-se muito cedo) até que chega a hora de deitar (que agora já vai começando a haver uma certa resistência para adiar sempre um bocadinho). Também me impressiona a confusão e o barulho, as guerras de almofadas, os pulos em cima de mim e do pai e, até mesmo, uma certa “brutidade” com que faz as coisas.
6) Eles vão ser sempre os companheiros, os protectores e os admiradores das suas mães!

 

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Adoro ser mãe de rapaz! Do meu rapaz! 🙂

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