Hoje foi dia de pausa mãe! Mas uma pausa a sério, não daquelas em que eu estou na sala e o pai está com o V no quarto… Saí de casa e fui ao cinema, com o incentivo do senhor meu marido que se ofereceu para ficar de “papy-sitting”!!
Devem estar estar a pensar o que é que isso tem assim de tão especial para até ter direito a um post no blog. Eu explico!
Quando se tem um filho, a vida muda e muda mesmo. As coisas mais rotineiras do dia à dia tornam-se bastante complicadas de fazer. Ainda para mais quando estamos “all by ourselves”, como é o caso. Mas lá tenho conseguido equilibrar as coisas. Quando ainda vivíamos em Lisboa: fazia ginástica, onde houvesse babysitting, fiz todos os workshops que consegui sobre e para bebés (não existe local mais babyfriendly). Depois, para tudo o resto, lá vinha ele comigo, sempre a conjugar horários (de comer, de dormir, de birra, de choro, etc etc etc…). Em Bruxelas, tentamos conjugar com os horários do pai.
Já não nos consigo imaginar sem o Vicente nas nossas vidas, mas até chegar à altura em que conseguimos ter a nossa vida em equilíbrio e reencontrarmo-nos a nós próprios novamente… vai um longo caminho! Rapidamente, as nossas vidas tornam-se comandadas por estas “pessoinhas”. Sim, sou mãe, mas continuo a ser mulher, a ter os meus interesses, as coisas que gosto de fazer e sim, sou galinha, mas q.b 🙂
E, depois de uma semana de chuva e quase sem sair de casa, a alternativa era uma ida ao cinema, que valeu nem que seja porque eu não ia ao cinema à muito tempo (a partir dos oito meses de gravidez, posições confortáveis deixaram de existir). Sessão das 17h20, único filme possível La Cage Dorée (A gaiola dourada), filme francês, cuja história centra-se numa família de emigrantes portugueses em Paris. Não sou crítica de cinema, nem é isso que pretendo fazer. Mas o cliché do emigrante português, aquela visão das mulheres de bigóde, dos homens que só dizem palavrões, não é coisa para a qual tenha muita paciência. No entanto, o filme consegue mostrar muito bem o nosso sentimento de família, o gosto em ter uma mesa cheia, sempre pronta a receber mais alguém, desde os mais velhos aos mais novos. Saudosismo meu?! Talvez um pouco… E, para além disso, ainda me fez rir e é isso que se pretende de uma comédia, ou não?! E, por último, mas não menos importante, mostra uma das mais belas paisagens que temos no nosso país, o Douro.
Deixo-vos aqui um excerto do filme, que conta com as participações, entre outros, dos actores Joaquim de Almeida, Rita Blanco e Maria Vieira. Eu gosto muito mais de ver o Joaquim de Almeida numa versão francesa, do que na inglesa 🙂
Deixo-vos um pequeno trailer deste filme:
Instagram @veradpinheiro

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